Celine e Cláudia,
a nova geração
Os currículos de Celine Imbert e Cláudia Riccitelli são feitos de muitas linhas. Todas, em determinada época, foram merecedoras de outras fartas linhas vindas da crítica especializada. Celine, por exemplo, há muito é apontada pela crítica especializada como sendo uma das atuais divas do canto lírico do Brasil. ‘‘Se as pessoas me consideram como tal, claro que me envaidece. Mas mesmo se não pensassem assim, eu sempre manteria a postura profissional, crítica e exigente em relação à minha carreira’’– afirma.
Mesmo assim, a cantora se ressente pelo fato de no Brasil seu ofício ainda não ter sido reconhecido como realmente merecia. ‘‘Se a música erudita e principalmente o canto lírico não é prestigiado não é porque o povo não gosta. O que falta é uma política cultural. E essa política cultural não pode estar ligada à cotação do dólar, à bolsa de valores e, sim, à evolução do ser humano’’– analisa.
Há dez anos atuando como profissional, Cláudia Riccitelli também já arrancou fortes aplausos em sua trajetória. Depois de permanecer durante dois anos na Europa se especializando – isso entre 97 e 98 – ela agora faz planos e mais planos para incrementar sua carreira. No retorno ao Brasil, não demorou muito para a mídia voltar a incensá-la.
E um dos eventos responsáveis por isso foi a apresentação ocorrida em julho, na inauguração da Sala São Paulo, em que atuou ao lado do maestro John Neschling e da mezzo-soprano búlgara Mariana Pentcheva. ‘‘Não posso reclamar, mas sei que tenho muito espaço para conquistar. Sinto que não mostrei tudo o que poderia. Por isso, o ano que vem promete’’– diz ela. (A.M.J.)

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