Celebridades em saia justa e sem frescura
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sábado, 14 de junho de 2008
Gabriela Germano<br> TV Press 
Nem só de festas badaladas e capas de revista super produzidas vivem os artistas da tevê. Entre os efeitos colaterais da fama, está o assédio pouco convencional feito por parte da mídia e que cada vez ganha mais espaço em diversas emissoras. ''Pânico na TV'', na Rede TV!, ''CQC'', na Band, a dupla Mano Quietinho e Mendigo, em programas da Record, e apesar de autorizado, o ''Casseta & Planeta'', na Globo, não perdem a oportunidade de colocar as celebridades em uma saia justa. ''Os programas convencionais fazem sempre as mesmas perguntas. Já nós perguntamos o que o público realmente gostaria de perguntar'', valoriza Rodrigo Scarpa, o repórter Vesgo. Para ele figuras como ex-participantes do ''Big Brother Brasil'' ou o jogador Ronaldo, que se envolveu em um escândalo com travestis, pedem para ser ''zoados''. ''É claro que, se o encontrássemos, íamos perguntar como ele não viu logo de cara que eram travestis. Qualquer um vê'', enfatiza Rodrigo.
Antigos integrantes da turma do ''Pânico'', Carlos Silva e Vinícius Vieira, o Mendigo e o Mano Quietinho, agora pegam os artistas de calça curta na Record. Para a dupla, o sucesso do trabalho que fazem está no fato de mostrarem que os famosos não são intocáveis como muitos veículos gostam de mostrar. ''Os artistas não são simplesmente os 'modelos' que as revistas mostram. Muitos têm senso de humor e nosso foco é mostrar o lado engraçado deles'', justifica Vinícius, ao dizer que nem sempre eles realmente podem fazer todas as perguntas que têm vontade.
Até mesmo em campanhas publicitárias, a receita é humanizar as celebridades para atrair o consumidor. Em propagandas como a do amaciante Mon Bijou e das sandálias Havaianas, por exemplo, o ator Reynaldo Gianecchini aparece de uma maneira pouco glamourosa. Na primeira, canta, dança e pede para ser chamado de Mon Bijou. Na outra, leva um fora de uma garota ao se exibir com suas sandálias. ''Não dá para banalizar o uso de celebridades em campanhas publicitárias. Fica sem sentido. O ideal é colocar o ator de um jeito inusitado'', avalia Fernando Rodrigues, diretor de criação da DPZ, agência responsável pela propaganda do Mon Bijou. Reynaldo Gianecchini, por sua vez, aproveita essas oportunidades para se desvencilhar de uma imagem que não gosta de carregar. ''Essas campanhas desmitificam a figura do galã, chance que nem sempre uma novela dá'', compara o ator.
Acostumado a constranger políticos com perguntas bastante diretas na década de 80, na pele do repórter Ernesto Varela, Marcelo Tas agora comanda a turma do ''CQC'', na Band. O apresentador acredita que o público gosta mesmo é de ser surpreendido e defende que é saudável para os artistas e até para a indústria de celebridades que alguém revele o outro lado da vida das estrelas. ''Estavam todos acostumados ao conforto da cobertura chapa branca de seus próprios veículos'', critica Marcelo. Mas ele faz questão de destacar. ''Somos frontalmente contra que os artistas sejam vítimas de pegadinhas de mau gosto''.


