O ator e diretor norte-americano Mel Gibson, 50, voltou ao noticiário. Preso e libertado na última sexta em Los Angeles por dirigir bêbado a 160 km/h, o dobro da velocidade permitida numa estrada de Malibu, próxima a Los Angeles, Gibson entrou numa clínica de reabilitação de alcoolismo e disse sofrer da doença há alguns anos.
O incidente arranhou sua imagem e seus projetos. A rede de TV ABC, da Walt Disney Company, cancelou uma minissérie sobre o Holocausto que desenvolvia em conjunto com a produtora de Gibson, a Icon Productions. O argumento seria baseado no livro de memórias de Flory A. van Beek, judia holandesa escondida por seus vizinhos dos nazistas.
Após polêmicas com a comunidade judaica por conta do filme ''A Paixão de Cristo'' (2004), o ator, católico, fez declarações anti-semitas e voltou a enfurecer a comunidade que vive nos EUA, país com população israelita maior que Israel.
Ao ser detido, Gibson perguntou ao policial se ele era judeu e culpou o judaísmo pelo início de todas as guerras, inclusive o atual conflito entre Israel e o Hizbollah no Líbano. Após as declarações, a Liga Americana Antidifamação, judaica, pediu um boicote às obras do ator/diretor.
Em nota divulgada no fim de semana, o artista desculpou-se pelo episódio. Em novo comunicado hoje, Gibson foi além: além de pedir perdão, disse querer fazê-lo pessoalmente, com representantes da comunidade, e pediu ajuda.
''Peço à comunidade judaica, a quem eu ofendi diretamente, que me ajude em minha jornada para a recuperação.''
O local da clínica de desintoxicação de Gibson não foi revelado. Segundo a polícia de Los Angeles, o nível de álcool no sangue do ator no momento da prisão era de 0,12% (o limite legal nos EUA é de 0,08%). O ator, flagrado com uma garrafa de tequila, teve de pagar fiança de US$ 5.000 (R$ 10.850). O caso será resolvido em audiência na Justiça marcada para 28 de setembro.
Segundo tablóides americanos, Gibson havia sido preso outras três vezes pelo mesmo motivo nos últimos três anos. Em 1984, durante as filmagens de ''Mrs. Soffel'' (''Um Amor Proibido'') no Canadá, o ator passou por problema igual.
Segundo a emissora ABC, o roteiro para a minissérie sobre o Holocausto estaria dois anos atrasado. A Disney disse manter a estréia de ''Apocalypto'', falado em dialeto maia, para 8 de dezembro. Gibson dirigiu e financiou a produção.

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