CELEBRIDADE
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quarta-feira, 06 de junho de 2007
Gabriela Germano<br> TV Press 
Depois de interpretar algumas personagens com tons de comédia e sempre marcados pela sensualidade, Juliana Paes analisa seu trabalho em ''Pé na Jaca'' com muita satisfação. Na trama de Carlos Lombardi que segue para a reta final, a atriz interpreta Guinevere, uma mulher batalhadora e que enfrentou muito sofrimento com o correr dos capítulos, principalmente na luta para conseguir ficar com seus filhos. A chance de dar vida a uma clássica mocinha foi uma das experiências que a atriz mais gostou de viver na carreira. ''É legal ver a trama girar em torno do drama de sua personagem'', confessa ela.
A moça, que já foi eleita uma das mulheres mais bonitas do mundo pela revista americana ''People'', garante que a beleza abre portas, mas não faz ninguém continuar com sucesso na profissão. Juliana admite que já se sentiu cobrada além da conta pelo fato de ser uma bela mulher. ''Mas hoje não sinto mais isso'', faz questão de enfatizar.
Na reta final de ''Pé na Jaca'', qual a importância desse trabalho para a sua carreira?
Esse trabalho foi muito enriquecedor para mim. Pela primeira vez pude fazer uma mulher de verdade, que é batalhadora, guerreira, honesta, fiel e leal aos seus amigos. Ela é uma mãezona que gosta de tomar conta das pessoas que ama. O melhor de fazer ''Pé na Jaca'' foi que tive a chance de interpretar a mocinha. As pessoas costumam dizer que o bom é fazer o vilão, mas não sei se penso bem assim. Porque quando você faz a mocinha, vê as pessoas se comovendo pelo seu drama, inclusive o restante do elenco. Às vezes, a trama passa a girar em torno do seu drama. É bom sentir as pessoas envolvidas com a sua história porque você sente que está fazendo bem o seu papel. Foi sensacional.
Antes seus personagens também tinham a forte marca da sensualidade. Você acredita que o fato de ser uma mulher bonita limitou sua carreira até aqui?
Ser bonita nunca é algo que atravanca as coisas, mas as pessoas sempre esperam um pouco mais da mulher ou do homem bonitão. É óbvio que a beleza traz visibilidade e abre portas. Mais difícil do que começar, no entanto, é continuar. Por isso conta muito o seu comportamento, sua disciplina, o seu comprometimento com o trabalho. Desde que comecei, consegui fazer personagens diversos porque acho que perceberam que eu era capaz de encarnar diferentes tipos. Isso tem a ver com o meu jeito de ser. Sou brincalhona, não tenho timidez para nada. Os outros reparam que essa característica pode ser usada de diferentes formas. Nenhum ator quer fazer o mesmo tipo de personagem, mas às vezes calha disso acontecer. Busco sempre diversificar para ser desafiada de alguma forma. No trabalho temos de provar para nós mesmos que podemos fazer diferente.


