No início de ''Sete Pecados'', Priscila Fantin achava que sua personagem, a mimada Beatriz, se livraria aos poucos de suas transgressões por amor ao taxista Dante, de Reynaldo Gianecchini. Mas, após cinco meses no ar, esta reabilitação parece distante. ''É difícil não saber o rumo da personagem. Fiquei insegura e um pouco sem rumo, mas confio inteiramente no Walcyr'', pondera.
Nem a incerteza diante do futuro de sua personagem faz com que Priscila critique o autor, com quem já trabalhou outras três vezes, em ''Esperança'', ''Chocolate com Pimenta'' e ''Alma Gêmea''. A ''deliciosa caixinha de surpresas'', como ela define Walcyr, descobriu através de uma pesquisa com a audiência que o casal mais adorado da trama era o dos veteranos Juju e Romeu, vividos respectivamente por Nicette Bruno e Ary Fontoura, e não o casal principal. A partir daí, a novela sofreu algumas mudanças, como a chegada de Flávio, o pai de Beatriz, vivido por Paulo Betti. Com isso, a ''patricinha'' teve de sair do casarão para morar na casa de vila que pertencia a Dante antes de abandonar Clarice, de Giovanna Antonelli. As armações da moça não acabaram, pelo contrário, mas ficaram bem mais engraçadas. ''Agora ela (Beatriz) é uma vilã assumida, mas com um tom de comédia rasgado, o que é ótimo'', comemora.
Na sexta novela de sua carreira, Beatriz é a quarta protagonista. As exceções foram em ''As Filhas da Mãe'', de Silvio de Abreu, em que era Joana, uma lutadora de boxe, e em ''Chocolate com Pimenta'', também de Walcyr, na qual vivia a antagonista Olga. ''Descobri que sabia atuar no susto. Já comecei com uma prova de fogo'', lembra-se de Tatiana, a mocinha da temporada de 1999 da novelinha ''Malhação''.
Como uma mineira típica, Priscila preza seu anonimato. Ela explica que sua maior dificuldade na profissão de atriz é justamente saber lidar com a invasão de privacidade que geralmente vem a reboque da fama. Frequentemente suas fotos saem em revistas de celebridades. ''Inventam histórias. O chato disso é que machuca e acabo querendo justificar uma coisa que às vezes nem fiz'', explica.
Como estreou na televisão bem cedo, aos 15 anos, depois do estouro com a índia Serena de ''Alma Gêmea'', Priscila resolveu dar um tempo antes de voltar ao batente. Nos dois anos que se seguiram até a retomada, em ''Sete Pecados'', ela conta que aproveitou para, em suas palavras, se ''redescobrir'', o que resultou num crescimento tanto profissional quanto pessoal. ''Agora posso segurar melhor as rédeas da minha vida. Hoje não penso em parar tão cedo, mas confesso que isso passou pela minha cabeça no início da carreira'', admite, lembrando que isso definitivamente faz parte do passado. ''Se não trabalhasse tanto, até estranharia'', conta.
O único do qual participou neste período foi o seu primeiro filme, ''Orquestra de Meninos''. O longa de Paulo Thiago, gravado em 2006, é inspirado em uma história real. Sua personagem é o braço-direito do maestro de um conjunto musical nordestino. ''A previsão de estréia é março de 2008'', avisa ela, que está ansiosa para se ver nas telas de cinema.

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