Regiane Alves não esconde que deseja se livrar da imagem de má que ganhou por causa de suas personagens. Apesar de enfatizar que se diverte com o papel de mulheres ruins - ''adoro uma vilã'', diz - ela comemora o convite para fazer uma mocinha. Logo ela, que já interpretou figuras desprezíveis que deram o que falar, como a Dóris de ''Mulheres Apaixonadas'' ou a Alice, de ''Páginas da Vida''. A atriz não vê a hora de ''Beleza Pura'' entrar no ar para conquistar a simpatia do público nas ruas. ''É a chance de me redimir e espero que as pessoas amem a Joana'', torce.
Na próxima trama das sete da Globo, que estréia em 18 de fevereiro, Regiane interpreta uma médica dermatologista batalhadora. A personagem busca a mãe que a abandonou ainda pequena e vive um romance de gato e rato com o personagem Guilherme, de Edson Celulari, que deve render momentos engraçados na novela. A possibilidade de encarnar uma figura comum e explorar o humor também deixam a atriz empolgada.
Você ficou marcada pelas vilãs que fez na tevê, como a Dóris, de ''Mulheres Apaixonadas'' e mais recentemente a Alice, de ''Páginas da Vida''. A Joana, de ''Beleza Pura'', é uma oportunidade de desfazer essa imagem?
Regiane Alves- Espero que seja o meu momento de redenção. Tem gente que até hoje pensa que eu sou malvada como a Dóris. É bom ter a possibilidade de explorar novas emoções e estou agarrando esta chance em ''Beleza Pura'' com todas as minhas forças. Todo ator busca fazer papéis diferentes na carreira e ninguém quer ficar marcado por um único tipo de figura.
O que mais atraiu você nessa personagem?
O que acho interessante é que ela não é uma mocinha totalmente boazinha. Talvez seja até por isso que fui escolhida (risos). Ela está longe de ser uma vilã mas batalha pelo que quer, luta pelos seus sonhos e se tiver de brigar ou xingar, xinga mesmo. Na verdade, é uma das personagens que interpreto que mais se aproxima da realidade. Porque a Joana não tem extremos na maldade e nem na bondade. E acho que é uma figura que pode ter muita identificação com o público.
E o título de protagonista, pesa?
A responsabilidade é maior. Em qualquer novela que faço, tenho a obrigação de dar o meu melhor. Mas agora a carga de trabalho é muito maior e há dias em que me sinto muito cansada. Mas sei que mesmo assim tenho de dominar a personagem e levá-la em frente. O assédio da imprensa também é grande e, nesta reta final, a ansiedade aumenta. Mas a maior diferença mesmo é a quantidade de texto para decorar. São umas 80 páginas por semana. Tentei ver muitos filmes para me preparar e entrar nesse clima de comédia romântica que a minha personagem vive com o Guilherme, papel do Edson Celulari.

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