Depois que começou a gravar como a Vanessa de ''Pé na Jaca'', Flávia Alessandra quase não tem tempo para cuidar de assuntos pessoais. Trabalhando pela primeira vez em um texto de Carlos Lombardi, a atriz até hoje se surpreende com o ritmo intenso da novela e os roteiros entregues quase que no dia das gravações. ''Tem gente que acha que fazer comédia é trabalho leve. Estou adorando, mas tem muita ação em um capítulo só e falta frente. Ainda estou me adaptando'', conta. Agora, próximo da reta final da novela, Flávia só pensa em aproveitar a tão sonhada lua-de-mel com o marido, o jornalista Otaviano Costa. Quando marcou a data de seu casamento, a atriz estava reservada para integrar o elenco de ''Sete Pecados'', de Walcyr Carrasco, que substituirá ''Pé na Jaca'' no horário das 19 horas. ''Foi chato porque o autor estava escrevendo para mim. Mas tenho que estar disponível para o que a emissora precisa'', explica.

Esse é seu primeiro trabalho com o autor Carlos Lombardi. O que está achando?
É muito novo para mim, diferente de tudo que já fiz na vida. A novela dele é quase uma sitcom, com capítulos que se fecham a cada dia. A impressão que eu tenho é que existe uma nova leitura sempre. No início tive muita dificuldade para conseguir me encaixar nesse modo de produção. Até hoje, antes de entrar no estúdio, me forço a pensar que é um por dia, sem levar em conta tudo que aconteceu. A cara de pau é outra, a história já é outra, uma nova piada, enfim, tudo novo. Sempre gostei do tempo dele e acho o tom de comédia que o Lombardi usa muito perspicaz e inteligente. Está sendo uma experiência e tanto para mim. Mas não é um trabalho leve fazer esse tipo de comédia, como muita gente diz.

Depois que você se separou do Marcos Paulo, sua carreira decolou. Você achou que isso fosse acontecer tão rápido mesmo depois de se divorciar de um diretor?
É muito comum as mulheres dos diretores dizerem que não se incomodam com essa situação e que sabem que não existe favorecimento. Posso dizer que nunca recebi benefícios por isso, mas sei que muita gente falava de mim pelas costas. Comecei a trabalhar com sete anos de idade e, quando ganhei meu primeiro papel, em ''Top Model'', eu tinha 15. Isso já tem quase duas décadas, não sou uma novata. Mas muita gente me via como a bonitona bem casada. Fico feliz porque o atual reconhecimento mostra que uma coisa não tinha a ver com a outra. Depois que me separei, minha carreira tomou outro rumo e isso me deixou livre para fazer coisas que antes eu não teria coragem.

Como posar nua?
Sim. Nunca tive nada contra isso e sabia que um dia aconteceria. Mas precisava esperar o momento certo, quando as pessoas percebessem que eu era mais que uma mulher bonita e casada com um diretor. Sabia que tinha o tipo gostosona, mas não precisava de mostrar isso em uma revista. O que queria era atingir esse patamar na minha carreira. Depois que consegui isso, não me preocupava mais. Poderia posar do jeito que quisessem, plantando bananeira, dando cambalhota, enfim. O que acho mais bacana é mostrar que a ''Playboy'' ganhou a Flávia, não que a Flávia ganhou a ''Playboy''.

Com o fim da novela, o que você pretende fazer?
Não vejo a hora dessa correria acabar para poder ter, enfim, minha lua-de-mel. Entrar em ''Pé na Jaca'' acabou atrasando esse momento que é só meu e do meu marido. Nós dois estamos trabalhando muito e nossa casa está em obras até para poder adaptar o espaço às necessidades do casal. Além de tudo isso, minha filha mudou de escola nesse ano e o processo de adaptação é demorado. Tenho que dar atenção a ela também. E estou louca para fazer teatro.

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