Símbolo da resistência do movimento negro em Londrina, a Mostra Afro-Brasileira Palmares chega à 30ª edição este ano. A data foi celebrada com a abertura de uma exposição que reúne 106 trabalhos de artistas brasileiros e internacionais na Biblioteca Pública Municipal, onde permanece até o dia 15 de dezembro, com visitação gratuita.
Criador e curador da mostra que reúne 106 obras entre pinturas, fotografias, desenhos e esculturas, o artista plástico londrinense Agenor Evangelista destaca o trabalho de alguns jovens artistas que participam da exposição. "Como lutamos pela igualdade racial, convidamos artistas de diversos estilos e etnias para participar da mostra. Foram muitos anos de luta até conseguir colocar a mostra como parte do calendários dos eventos mais importantes da da cidade", ressalta.
Ao fazer um balanço dos 30 anos da mostra, Evangelista avalia o evento como um trabalho de resistência. "Foram muitos anos de luta até conseguir colocar a mostra como parte do calendários dos eventos mais importantes da da cidade. Acho que temos conseguido cumprir o nosso objetivo de valorizar a influência da cultura afro-brasileira no trabalho de vários artistas londrinenses dos mais diferentes segmentos", enfatiza.
"Plantamos uma semente que precisa continuar sendo regada para dar frutos maduros. Ainda que esta árvore não esteja totalmente formada, ela tem crescido a cada ano. A luta ainda é grande mas já conseguimos colher alguns resultados. O maior deles é mostrar que o movimento negro de Londrina continua vivo e atuante", destaca o presidente do Imecab, Vagner Nogueira.

Como o desenhista curitibano Wilton Pacheco, que aborda uma temática ligada ao futurismo e à ficção, e a artista japonesa Rebeca Yuri, com pinturas sobre papel

Instituto do Movimento de Estudo da Cultura Afro-Brasileira, entidade organizadora
o evento


O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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