Celebração das raízes do samba
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sábado, 10 de novembro de 2018
Reportagem Local 
No mês da consciência negra, o projeto Estação Samba realizará neste domingo (11), o espetáculo "Raízes do Samba", no bar Valentino, a partir das 20h, com composições e narrativas que ajudam a compreender a história centenária dessa cultura popular brasileira. O espetáculo é o último de uma trilogia sobre o samba promovido pelo projeto homônimo, em 2018, que foi exibido por oito anos na rádio UEL-FM. A primeira apresentação do projeto foi "As Bambas do Samba" com enfoque no protagonismo das mulheres no gênero musical. A segunda foi "Lugares do Samba", que teve como tema os bairros, morros, botequins e agremiações carnavalescas, fontes de inspiração nas composições.

Agora, o terceiro espetáculo será de celebração e consciência da participação do povo negro na formação do Brasil, sobretudo com a proximidade do Dia da Consciência Negra, no dia 20 de novembro. "Faremos esse espetáculo para afirmar o orgulho de termos e sermos uma cultura afro-originada", afirma a pesquisadora, roteirizadora e apresentadora Juliana Barbosa. Segundo ela, em "Raízes do Samba", a escolha do repertório segue duas vertentes. A primeira delas é uma seleção sobre a trajetória do samba urbano. A segunda são sambas que falam da negritude e da luta do povo negro pela liberdade, justiça e igualdade. Ao todo serão 12 composições selecionadas criteriosamente pela pesquisadora. Antes, porém, a partir das 18h, haverá roda de choro comandada pelo Clube do Choro de Londrina.
Relacionados à trajetória do samba, ela conta que estarão no espetáculo músicas como "O samba sempre foi samba", de Maurício Tapajós e Nei Lopes; "Bebadosamba", de Paulinho da Viola; "Pelo Telefone", de Donga e Mauro de Almeida; "Agoniza mas não morre", de Nelson Sargento; "Moleque atrevido", de Jorge Aragão, Flávio Cardoso e Paulinho Resende e "A voz do morro", de Zé Keti. A negritude também vai ser celebrada nas letras de "Kizomba, a festa da raça", samba enredo da Vila Isabel no carnaval de 1988, composição de Rodolpho, Jonas e Luiz Carlos da Vila; "Sorriso Negro", de Jorge Portela, Adilson Barbado e Jair Carvalho.
Ainda na programação, músicas tradicionais como "Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?", tema do vibrante carnaval da Tuiuti em 2018, composto por Claudio Russo, Moacyr Luz, Zezé, Jurandir e Aníbal; "Jongo do Irmão Café", de Nei Lopes e Wilson Moreira; "Samba dos Ancestrais", de Martinho da Vila e Rosinha de Valença e "Candongueiro", de Nei Lopes e Wilson Moreira. Todos os arranjos e os arranjos e direção musical são de Samuca Muniz, que estará no palco acompanhado do grupo "Bando de Qualquer Um", composto por Samuca Muniz (violão 7 cordas), Bethânia Paranzini (cavaco e coro), Annalisa Powell (flauta), Guilherme Villela (bandolim), Edson Camargo (surdo), Luiz Gustavo (pandeiro), Rafael Fernandes (cuíca e rebolo), Sal Vinícius (caixa e repiques) e Wilson Saraiva (cavaco).
Nesta edição emblemática em comemoração à participação do negro na formação do país, subirão seis cantores negros londrinenses ao lado da banda, como Gleice Regina, cantora popular do samba em Londrina; Luiza Braga, voz jovem e cheia de garra; Joaquim Braga (o Braguinha), conhecido cantor, compositor e organizador do carnaval na cidade; Joaquim André, referência das rodas de samba; o talento irreverente de Tonho Costa e a voz primorosa de Thiago Barcelos. Todos os espetáculos estão sendo gravados e serão exibidos na programação das rádios UEL FM e AlmA Londrina Rádio Web.
Serviço:
Raízes do Samba
Quando: Domingo (11), às 20 horas
Onde: Bar Valentino (rua Pref. Faria Lima, 486)
Quanto: R$ 25 (individual) e R$ 150 (mesa com quatro lugares)
Pontos de venda - Loja Emma, Escola Canto de Lira, Empório Bem Natural, Manuca Bolsas e Acessórios ou pelo telefone (43) 99620 5211


