O grupo paraibano JP Sax está lançando seu segundo CD com uma proposta tentadora: homenagear a trajetória do saxofone pela música brasileira em 14 faixas. ''Brasil: Um Século de Saxofone'' chega às prateleiras com uma parceria entre a gravadora paulistana CPC-Umes (www.umes.org.br) e o selo carioca Rob Digital (www.robdigital.com.br), com apoio da Universidade Federal da Paraíba.
A tarefa não é fácil. Mesmo acusado de ''estrangeiro'' - ''americanizado'' pela sua exposição no jazz -, o sax circulou pelas rodas de choro, bandas, MPB, música regional, pop, instrumental e seduziu nomes como Pixinguinha e Hermeto Pascoal.
O repertório, é claro, não comporta todos os nomes, mas transita por uma faixa ampla e segura, incluindo contemporâneos como Carlos Malta e Nailor Proveta Azevedo. Pixinguinha aparece com ''Lamentos'', Anacleto de Medeiros com ''Santinha'', Severino de Araújo com ''Espinha de Bacalhau'', Paulo Moura com ''Tarde de Chuva'', Vitor Assis Brasil com ''Pro Zeca'' e há até uma homenagem a Charlie Parker com ''Tributo a Charlie Parker'', de José Duda Ursicino.
A vantagem está na interpretação e nos arranjos destinadas aos timbres de quatro saxofones (do soprano ao barítono), associados a baixo e percussão. As participações também ganham destaque com Nailor Proveta, o veterano Moacir Santos (que cedeu duas inéditas, ''Excerts 1'' e ''Amalgamation''), Maestro Chiquito e outros. O JP Sax é formado por João Leite, José de Arimatéia, Rivaldo de Araújo Dias, Heleno Feitosa Costa Filho (saxofones), Xisto Medeiros (baixo) e Hermes Gongué (bateria e percussão).
''Brasil: um Século de Saxofone'' não chega a esmiuçar toda a história do instrumento por aqui, mas traça um panorama diversificado e bem executado de momentos significativos. Para completar, o encarte é informativo e traz a biografia de cada compositor.

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