CD-ROM substitui os velhos portfólios
Em geral, avessos à tecnologia, alguns artistas pláticos já se renderam à mídia eletrônica. Um bom exemplo é o do curitibano Carlos Alberto Dala Stella. Ele, agora, divulga seu trabalho levando em baixo do braço apenas algumas gramas: um CD-ROM com todas as informações sobre ele mesmo e sobre seus trabalhos. O antigo portfólio, imenso e pesado, difícil de embalar e de manusear, é coisa para os low-techs.
Com um trabalho bem diversificado - painéis de cimento, grafismo, pintura, colagem, desenhos e trabalhos em vidro jateado -, Carlos Alberto encontrou na tecnologia a melhor forma de apresentar seu trabalho a museus e galerias do mundo inteiro.
Numa conversa com galeristas ficava sempre difícil convencê-los de todas as facetas do meu trabalho. O CD-ROM é de fácil manuseio e mostra o conjunto das obras de forma sucinta e moderna, diz.
Carlos Dala Stella gravou nesse CD Rom 60 imagens de trabalhos. Quando uma mesma obra foi executada em duas técnicas, há a referência chamando à outra técnica. Assim a produção do CD-ROM conseguiu costurar as técnicas utilizadas, explica.
Os CDs estão sendo enviados para importantes museus de galerias do Brasil e do mundo. Já receberam, as fundações Light e Banco do Brasil, no Rio de Janeiro e a Fundação Japão, em São Paulo. Além desses, galerias da Alemanha, Canadá (o artista foi inclusive entrevistado pela TV5 - o canal internacional francês), Alemanha e França. O meu objetivo principal é divulgar o conjunto da minha obra e para isso não é possível se permitir a ingenuidade, finaliza.Chico CamargoO artista Carlos Dala Stella mostra o CD-ROM que tem 60 imagens de trabalhos e faz interligação entre diversas técnicasElisa Marilia Carneiro





