CD ao vivo poderia ser melhor
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de setembro de 1999
Por Mauro Dias 
São Paulo, 30 (AE) - Ao contrário do que possa parecer, Luiz Melodia não é chamado assim só por seus méritos: seu pai, boêmio e sambista do Estácio, que ele cantou também, já era Osvaldo Melodia. Torquato Neto ouviu nosso Luiz no Estácio, cantando "Pérola Negra", e mostrou a música para Gal Costa. Ela a gravou no disco "Gal a Todo Vapor" (era um tempo em que Gal Costa apostava em talentos novos), em 1972. Melodia arrebatou, desde o primeiro momento. Uma personalidade musical extraordinária, inteligência melódica ímpar (uma bela figura, também), um inventor de brilho cristalino, descobridor, desbravador.
O disco ao vivo lembra um pouco da carreira. Não é o melhor que Melodia poderia fazer. Há um critério de economia nessa história de "ao vivo", é preciso que se diga, já que é mania das gravadoras (as grandes e as pequenas). Pretende-se que seja melhor assim. Nem sempre é verdade. Nesse caso, não é verdade. Um disco que tenha "Pérola Negra", "Magrelinha", "Dores de Amores", "Estácio, Holly Estácio", na lindíssima voz do autor, sempre vai ser bom. Poderia ser melhor, se ele e seus músicos fossem levados para estúdio.


