Cavaquinho, a grande paixão
O músico Jayme Vignoli tinha apenas dois anos quando Joel Nascimento começou a tocar bandolim. A pouca idade, entretanto, não foi empecilho para Vignoli se apaixonar pelo cavaquinho. Nascido numa família de amantes da boa música - ‘‘meu pai tem mais cultura musical do que eu’’ – Vignoli começou a tocar aos 13 anos de idade.
‘‘Aos 17 tocava em bares para garantir meu sustento. Quase me formei em Biologia, mas preferi seguir a carreira de músico’’. A opção foi válida. Vignoli já recebeu vários Prêmios Sharp (o mais importante na área cultural do País), individuais e com o grupo ‘‘Água de Moringa’’, formado há 10 anos.
Esta é a primeira vez que Vignoli participa da Oficina de MPB de Curitiba. Como o ‘‘mestre’’ e amigo Nascimento, ele também elogia a formação musical dos alunos. ‘‘A nova geração está curtindo a boa música instrumental brasileira. É claro que o músico tem que ter dom mas, se for incentivado desde cedo a ouvir boa música – e a ruim também para não tocar mais – ele terá mais facilidade para aprender.’’
O músico diz que o cavaquinho, como qualquer instrumento, exige dedicação e muito estudo para ser bem tocado. Originário de Portugal, o instrumento foi difundido para a Ilha da Madeira, Indonésia, Havaí e, por último, chegou ao Brasil. ‘‘Em cada país ele é tocado de uma maneira diferente, acompanhando estilos musicais diferentes. No Brasil só o tocamos com palheta, ao contrário dos portugueses, que o tocam com os dedos’’, explica. (R.B.N).