''Causas trabalhistas foram piores que a geada de 75''
Apesar da forte geada de 1975 e de críticas à política do Instituto Brasileiro do Café (IBC), Johan Gabriel Berg von Linde, diz que os problemas trabalhistas foram os maiores responsáveis pelo fim do café. ''Começaram a aparecer pessoas que a gente nunca tinha visto dizendo que trabalharam aqui'', conta o proprietário.
Até 1979, a fazenda Água Azul chegou a ter 73 funcionários. Em 1985, quando o café já estava totalmente erradicado, ainda existiam 23 famílias na propriedade. Hoje, a área mecanizada de 269 hectares está arrendada. Cerca de 65 hectares são destinados à pecuária, cuja produção é toda destinada ao consumo do hotel instalado na fazenda a partir do final de 1996.
Ironicamente, hoje não existe um pé de café na fazenda. ''Temos que comprar fora'', admite Gorm Eugênio Berg von Linde, o filho único de Johan Gabriel e administrador da fazenda-hotel. Mas isso deve mudar. Ele vai plantar dois hectares de café no local, sendo metade com a mesma variedade (bourbon amarelo) e no mesmo sistema antigo de plantio.
''Queremos apenas mostrar aos hóspedes como era o café na fazenda'', explica Eugênio. No sistema adotado na propriedade, os pés de café eram plantados a cada três metros um do outro, formando verdadeiras ruas em meio à plantação. Eugênio também vai plantar café num sistema recomendado pelo IBC a partir de 75 e no sistema adensado, mais moderno. (S.S.)





