Cauby canta no Estação
No palco, o cantor faz
uma retrospectiva dos seus
45 anos de carreira
Zeca Corrêa Leite
Milton DóriaCauby Peixoto: ‘‘Canto o que gosto e o que o público gosta de ouvir’’De Londrina a Curitiba . O cantor de ‘‘Conceição’’, Cauby Peixoto, estará hoje no Estação Plaza Show, lançando seu último CD. O disco é uma coletânea de 22 dos seus maiores sucessos, colhidos em 45 anos de carreira.
Nem todas são dos tempos de ‘‘Conceição’’, que vendeu 500 mil cópias quando foi lançada há mais de 40 anos, embora ‘‘Ninguém É de Ninguém’’ navegue em águas mais antigas. ‘‘Bastidores’’, que Chico Buarque compôs para Cauby, é uma das suas preferidas, ao lado de ‘‘New York, New York’’, ‘‘Wave’’, ‘‘Garota de Ipanema’’.
O rejuvenescimento está nos novos arranjos musicais. Medida necessária para um artista que tem entre seus ouvintes desde os fãs de primeira hora até gente jovem. ‘‘Vou cantar samba, bossa nova, salsa, boleros e também em vários idiomas porque sou muito versátil’’, promete. ‘‘Canto o que gosto e o que o público gosta de ouvir.’’
Membro de uma família constituída por músicos - o disco ‘‘Quando os Peixoto se Encontram’’, de 1957, coloca em cena até mesmo uma irmã mais velha cantando - o destino de Cauby era previsível. ‘‘Não tinha como fugir da música.’’
Apesar da belíssima voz no início da carreira contou com um trabalho de marketing eficiente, desenvolvido por seu empresário. Alçado ao estrelato, certa vez teve que fugir da fúria das fãs, correndo só de cueca pela Avenida Presidente Vargas. O episódio valeu a triste sina para as garotas que frequentavam programas de rádio: ‘‘macacas de auditório’’.

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