Cauã Reymond cresce em 'A Favorita'
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sábado, 16 de agosto de 2008
Alberto Pereira Jr.<br> Folhapress 
Nem sua estréia na TV, em 2002, como o estudante Maumau da novela adolescente ''Malhação'' (Globo), nem o polêmico garoto de programa Mateus em ''Belíssima'', folhetim das oito de Silvio de Abreu. É com o boa-vida Halley, de ''A Favorita'', que o ator Cauã Reymond se sente realizado profissionalmente. ''O Halley é o meu maior personagem na TV até agora'', afirma, sem rodeios, o carioca de 28 anos, que, antes de começar a atuar, trabalhava como modelo fotográfico.
''Ele não tem nada de mim. É muito ambicioso, mas também tem uma certa inocência. No fundo, é muito infantil'', diz Cauã Reymond, que desde a estréia de ''A Favorita'', em junho, vem ganhando destaque na trama.
Além da vida amorosa movimentada, o personagem tem grandes chances de ser o filho sequestrado de Donatela (Claudia Raia) e Marcelo Fontini (Flávio Tolezani). ''Não sei se ele é irmão da Lara (Mariana Ximenes)'', faz mistério Reymond. ''Não importa se ele foi gerado na minha barriga ou não. Mãe é aquela que cria'', defende a atriz Elizângela, que vive Cilene.
O autor João Emanuel Carneiro tem uma teoria para explicar a empatia que um tipo malandro como Halley gera nos telespectadores: ''Ele, assim como a Céu (Deborah Secco), tem muito do Foguinho. São personagens sofridos e ambivalentes, que podem ter redenção'', conta o novelista, referindo-se ao papel do ator Lázaro Ramos na novela das sete ''Cobras & Lagartos'', que foi ao ar em 2006.
Reymond sabe que é na comédia que reside o ponto alto de seu personagem. ''Tive medo quando o Halley se envolveu com a história da Lara. Eu estava no núcleo cômico e, de repente, entrei na trama central. Fiquei com receio de perder o personagem'', confessa o ator, que buscou inspirações inusitadas para dar vida ao malandro.
''Li um livro sobre um cara que se passou por presidente de uma companhia aérea (''Vips: Histórias Reais de um Mentiroso'', de Mariana Caltabiano) e conheci um lobista por meio de um amigo'', conta. Além disso, ele procurou nos filmes ''Acossado'' (1960) e ''O Magnífico'' (1973), ambos protagonizados pelo ator francês Jean-Paul Belmondo, imagens que lembrassem a malandragem de Halley.


