fotos: Jackeline SeglinO Castelo Monte Belo, em Bellinzona, (ao fundo) foi construído no século 14Bem próximo a Lugano está um dos lugares mais belos do cantão Ticino. Bellinzona e os seus três castelos. As famosas construções não chamam a atenção à toa. São belíssimas e contam parte da história do local. Os castelos ficam espalhados pela cidade, que é rodeada por uma grande muralha.
O Castelo Grande foi o primeiro a ser construído, no século 13, por Frederico II. Como o nome diz, é o maior deles. Para conhecê-lo, o turista pode ir por um elevador, que fica no meio de uma muralha de pedras. Uma rampa leva até os jardins do castelo. De lá, a vista é magnífica. A cidade e os outros castelos contrastam com os Alpes e os lagos. Tudo cercado por montanhas.
O Castelo Monte Belo, construído no século 14, é menor e não tem tantos atrativos como o Grande, mas possui um jardim belíssimo e uma vista do outro lado da cidade. Para se chegar até ele, uma boa caminhada pelas montanhas. De carro ou a pé, para os aventureiros.
Já o Castelo Sasso Corbaro, que fica mais ao alto que o Monte Belo, foi construído no ano de 1476 - em apenas seis meses - para os duques de Milão. A tentativa era bloquear e separar o Norte do Sul da Europa, na disputa entre França, Suíça e Lombardia. Uma grande muralha era a divisa, hoje já ultrapassada pelos limites da cidade. No final da guerra, a Suíça ficou com o território como uma espécie de pagamento.
Última parada na subida ao Monte Generoso: estação fica a mais de mil metros de altura
Bellinzona também é conhecida como um grande centro de compras. O turista se perde no labirinto de ruas repletas de lojas das mais variadas especialidades. As mercadorias ficam expostas nas calçadas e o cliente nem sempre precisa entrar na loja para experimentá-las. É difícil passear pelo comércio local sem comprar alguma coisa. Principalmente quando os preços são agradáveis.
Nas alturas O Monte Generoso é outro local que merece ser visitado. O passeio começa na estação de Capolago, onde o turista pode pegar o funicular (espécie de trem puxado por cabos acionados por motor). Nos primeiros 15 minutos, a aventura de percorrer trechos estreitos e sinuosos que chegam a dar medo, mas que ao mesmo tempo encantam pela paisagem. Uma parada na estação intermediária. Há os que preferem descer e continuar o percurso a pé, subindo as montanhas.
Muralhas do Castelo Grande. Ao fundo, a eterna neve dos Alpes
O funicular retoma a trilha e continua subindo. De um lado, avista-se a Suíça e os Alpes, de outro, a Itália. Ao final do percurso, já a uma altura de mais de mil metros, a última estação. Agora, o destino é o topo da montanha, a 1.704 metros. Os mais despreparados fisicamente pensam em desistir - e muitos ficam na metade do caminho. Mas o esforço vale a pena: a paisagem é indescritível. Montanhas, lagos, neve, a Suíça, a Itália... como pano de fundo, os Alpes. No gramado seco, salpicado por restos de neve, as pessoas fazem piquenique e tomam banho de sol, com direito a bronzeador e topless.
A volta não é menos bela. Desta vez, o meio de transporte pode ser um automóvel. As estradas passam pelo meio das árvores e do chão coberto de folhas secas. As paradas são inevitáveis e a vontade é ficar por lá o resto do dia. Mas o roteiro é longo e o almoço espera.

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