A Síria conserva muitos dos castelos do deserto, entre eles, o Krak dos Cavaleiros, uma maravilha da arte militar medieval. Do alto do Krak vê-se aldeias onde as casas não têm coberturas de telhas. Em alguns lugares as telhas servem apenas para ornamentar, já que ocorrem chuvas durante poucos dias do ano.
O castelo de Masyaf, no interior do país, foi construído por cristãos. Estando no litoral, perto da cidade de Lataquia, deve-se visitar o castelo de Al-Marqab. Data de 1006 a construção de blocos de basalto, com vista para o Mar Mediterrâneo. Nos estábulos há capacidade para mil cavalos. O castelo pode armazenar comida para 2 mil famílias durante cinco anos.
Em Tartous, outra cidade litorânea, importante porto marítimo, a ilha de Orwad atrai a curiosidade. Além das construções que datam de até 300 anos antes de Cristo, a ilha tem um forte onde os cristãos, antes do islã, esculpiram um leão na parede. Os muçulmanos vieram posteriormente, dominaram a ilha e esculpiram uma palmeira, símbolo do islã, acorrentando o leão dos cristãos. Mas essa demonstração de força é coisa do passado. Apesar do islamismo predominar, na Síria existem importantes comunidades cristãs, sobretudo ortodoxas.
Na fronteira com o Líbano, a cidade de Maloula ainda fala aramaico, língua da época de Cristo. No povoado, as igrejas, encravadas nos penhascos, são ponto de parada obrigatória. Saindo de Maloula, chega-se em Sidnaya, onde as igrejas impressionam pela riqueza de detalhes dos ícones. Altares dourados e imagens conferem su© ntuosidade aos templos cristãos. (M.B.)

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