Castelos deixam de ser única atração de Loire
Os visitantes do novo museu de mágica da França se encantam mesmo antes de entrar pela porta, quando seis dragões dourados colocam suas cabeças enormes para fora das janelas, rosnando e mostrando suas presas.
As crianças e os adultos olham imobilizados para as criaturas que abocanham pedaços do ferro das grades, se debatendo e rosnando antes de humildemente baixarem suas cabeças para um mestre invisível e voltarem para suas tocas.
O feitiço continua dentro com shows de mágica ao vivo, uma galeria de ilusões interativas, um conservatório e exibições devotadas à história da mágica e de seus fundadores.
Le Maison de la Magie (A Casa da Mágica), na cidade central de Blois (França), pode ser culpada por algumas apresentações chatas e a falta de outras línguas além do francês durantes as exibições.
Mas certamente irá agradar pais tentando distrair as crianças cansadas de visitar as principais atrações turísticas da região, os numerosos castelos do Vale do Loire que já foram habitados pela realeza.
Blois, duas horas e meia ao sul de Paris de carro e uma hora e meia de trem, é usada por muitos turistas como um ponto de concentração para visitar o país dos castelos.
Os próprios imponentes castelos da cidade, partes dos quais datam de antes do século 13, levam milhares de visitantes por ano. Os diretores do museu esperam atrair muitos destes visitantes para a Casa da Mágica.
Um ingresso de adulto para ambas as atrações custa 70 francos (US$ 11,65) comparado com 43 francos (US$ 7,15) para apenas o museu e há ainda um desconto para as crianças.
A Casa da Mágica fez de Blois um santuário da mágica para a França e para o mundo, disse o diretor Alain Voindrot. Não há nenhum centro deste tamanho em qualquer outro lugar do mundo dedicado à mágica e à sua história.
Voindrot diz que a casa espera atrair 120 mil visitantes em seu primeiro ano. Cerca de 60 mil pessoas já foram ver os dragões dourados, as exibições e os mágicos desde a abertura em junho, ele disse.
Para promover a Casa da Mágica, a equipe de marketing está incansavelmente visitando shows de comércio de turismo pela Europa e pedindo para guias para incluírem o museu em suas próximas edições.
Enquanto isso, o museu planeja fechar em novembro para melhor elaborar suas exibições e reabrir em fevereiro. A principal inspiração do museu é Robert Houdin, de Blois, internacionalmente reconhecido como o pai da mágica moderna, apesar de ser pouco conhecido fora do universo dos mágicos.
Nascido em Blois em 1805, ele transformou uma carreira anterior de fabricante de relógios em uma vida de truques rápidos perante platéias entusiasmadas por toda a Europa.
Um funileiro que começou construindo figuras elaboradas parecidas com robôs para executar seus truques, ele mais tarde se tornou o primeiro mágico a apresentar seu show no palco, vestido com o agora tradicional traje preto e cartola.
Em um tributo a seu trabalho pioneiro, o legendário artista da fuga americano Harry Houdini tomou emprestado o nome do francês.Arquivo FolhaImponênciaOs castelos do Vale de Loire atraem milhares de visitantes: concorrência com museu de mágicaIrwin Arieff
AE-Reuters





