Casoy na Record
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de outubro de 1997
Júlio Gama Agência Estado 
ReproduçãoBoris Casoy: O formato é não ter formatoEntrevistar personalidades de surpresa, por telefone, onde quer que estejam, é uma das novidades do Passando a Limpo, programa semanal de entrevistas do jornalista Boris Casoy, que estréia hoje, às 22h30, na TV Record. Os convidados do primeiro programa são o ministro das Comunicações, Sérgio Motta, o diretor de Redação da Folha de S. Paulo, Otávio Frias Filho, e o humorista José Vasconcellos. O talk show, ao vivo, terá uma hora e meia de duração.
O formato é não ter formato, define o diretor de programação da Record, Eduardo Lafond, com quem Casoy se reuniu algumas vezes desde agosto, para elaborar o programa. Casoy apresentará Passando a Limpo de terno e gravata e não à vontade, como sugeriram os diretores da emissora. Não será um programa descontraído, avisa. Mas sou espirituoso e podem surgir momentos de alegria.
ConvidadosO número de entrevistados dependerá da importância dos assuntos da semana. Podem ser programadas três entrevistas de 25 minutos cada uma ou duas conversas mais longas. Ou mesmo um debate entre dois convidados. Um músico poderá ser entrevistado e, no fim, até dedilhar seu violão, mas não haverá necessariamente um número musical a cada edição.
A exemplo das entrevistas que faz no Jornal da Record, Casoy poderá conversar com pessoas fora do estúdio por meio de um telão. Participarão políticos, economistas, secretários de Estado, ministros e também cidadãos anônimos, desde que tenham histórias curiosas. Não temos limites, nem parâmetros, nem haverá auditório, afirma Casoy.
O cenário, idealizado pela arquiteta Helena Kuma, recria um escritório moderno, com móveis de marfim, levemente orientalizado, segundo definição do próprio Casoy. O jornalista não usará ponto eletrônico (aparelhinho acoplado ao ouvido, pelo qual o diretor envia perguntas ao entrevistador) e sua mesa estará equipada com aparelho de fax, telefone e computador portátil, pelos quais o telespectador poderá participar do programa.
O apresentador não se ilude com a audiência do novo programa. Ele acredita que no horário das 22h30 à meia-noite dos domingos estará predominantemente conversando com as clases A e B. Se der um ponto de audiência já está ótimo, diz. Isso corresponde a 80 mil telespectadores em São Paulo. Estará, assim, privilegiando a qualidade, não a quantidade. Ou como diz: Estaremos criando um horário contra a mediocridade.


