'Casos e Acasos' faz piada com tatuagens de namoros terminados
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de outubro de 2008
Márcio Maio<br> TV Press 
Fernanda Machado ''suou'' a camisa na hora de gravar algumas cenas do episódio ''O Ultimato, o Vândalo e a Pensão'', de ''Casos e Acasos''. No programa que vai ao ar na quinta-feira, a atriz interpreta Fabíola, uma mulher que, a exemplo de várias personalidades que não saem das notas de ''fofocas'', têm nomes de ex-namorados tatuados pelo corpo. O problema é que a moça, na tentativa de esconder as ''marcas do passado'', bola uma estratégia para ter sua primeira transa com o novo namorado, interpretado pelo ator Ricardo Duque. ''Ela escolhe uma roupa provocante e acha que vai conseguir ficar a noite toda vestida. Mas a idéia, é claro, dá errado. E o final é hilário'', adianta a atriz.
Um dos grandes responsáveis pelo excesso de calor e cansaço durante as cenas deste episódio de ''Casos e Acasos'' é o próprio conceito do programa. ''Usamos só uma câmara na maior parte das cenas para garantir uma qualidade mais próxima do cinema'', explica Leonardo Nogueira. Mas, com isso, cada cena tem de ser filmada em diversos planos diferentes. O que fez com que Cissa Guimarães, Guilherme Weber, Marcos Frota, João Camargo e Sylvia Massari perdessem mais de uma hora em uma única sequência. Eles interpretam moradores de um prédio que se unem para descobrir quem é o vândalo que atirou um ovo pela janela. ''Não me importo com a demora. É esse cuidado que garante a força das piadas de cada episódio'', avalia Cissa.
Como já é de costume no seriado, a presença de atores conhecidos por seus trabalhos na comédia rendeu boas risadas no ''set''. João Camargo e Marcos Frota faziam piada com tudo de ''anormal'' que acontecia. Desde um texto esquecido até uma gargalhada que um deles não conseguia segurar. ''O humor de 'Casos e Acasos' é mais inteligente. É comum que a gente sinta graça com facilidade nessas cenas'', analisa João. Marcos, que já participou de outros dois episódios, concorda. E acredita que uma das maiores vantagens do programa é não ter elenco fixo. ''Esse rodízio diminui a probabilidade de cansar o público. E estabelece uma mistura interessante de atuações'', opina. Cissa Guimarães assina embaixo. ''Você vê a mocinha da última novela em um papel secundário, mas hilário, e aquelas pessoas que muitas vezes não têm espaço nos folhetins com um destaque enorme. É uma oportunidade de trabalho para vários atores'', afirma.
Em sua despedida no programa - Leonardo vai ser um diretores da próxima novela das oito, ''Caminho das Índias'' -, o diretor comprova as afirmações de seu elenco. Mais de 250 atores passaram pelos 30 episódios já gravados. Muitos em mais de um. ''Às vezes é difícil escalar, mas o resultado tem sido muito positivo'', analisa Leonardo.
- Casos e Acasos - Na Globo, quinta-feira, às 22h50.


