Cascavel quer ser pólo oficial de cinema
Paulo Pegoraro
De Cascavel
Profissionais da arte cinematográfica, admiradores, apoiadores e diretores de órgãos culturais de Cascavel estão empenhados na confirmação da cidade como pólo de cinema, reconhecido oficialmente, para que a produção local e regional seja definitivamente impulsionada. O projeto, que já conta com apoios individuais da iniciativa privada, está sendo agora encampado pela Associação Comercial e Industrial (Acic), a partir da qual está sendo constituído o Instituto Paranaense Gralha Azul Filmes.
O presidente do instituto é o próprio presidente da Acic, empresário Álvaro Largura, e da diretoria fazem parte produtores e atores de filmes. O Gralha Azul deverá estimular a formação de produtores e atores, e inclusive atuar na captação de recursos para produções. Outro reforço ao projeto foi dado no final da semana pelo ministro da Cultura, Francisco Weffort, em visita a Cascavel. O ministro, que manteve encontro com atores e produtores, disse que avaliará todas as possibilidades de apoiar a iniciativa.
A Universidade Estadual do Oeste do Paraná também está empenhada em fortalecer a atividade cinematográfica, preparando a implantação do curso de Educação Artística, com habilitação em Cinema e Vídeo (bacharelado) e Música (licenciatura). O Ministério da Educação já garantiu a liberação de R$ 531 mil para a finalidade, o que permitirá a estruturação dos laboratórios para as duas habilitações, com estúdio, câmeras, geradores de efeitos, instrumentos musicais e outros componentes necessários.
A mais recente produção de Cascavel, que percorre várias salas de exibição no Estado, é A Saga, que retrata fatos importantes da história da colonização do Oeste, no período até 1952. O filme, da Tigre Produções, e dirigido por Manaoos Duarte, teve participação decisiva da TV Tarobá (Bandeirantes) - e apoio da prefeitura - e é o sexto produzido na cidade nos últimos anos. Outra recente produção, também parceria Tigre x Tarobá, é Conexão Brasil, com parte rodada nas fronteiras de Brasil, Paraguai e Argentina.
Do filme, que mescla uma história policial e humor, participaram nomes famosos do cinema nacional, como o diretor Luiz Carlos Lacerda (de For All), ganhador de cinco Kikitos no Festival de Gramado (RS) e premiado no Festival de Cinema de Miami (EUA), o diretor de fotografia Cézar Elias (Navalha na Carne), e atores como as coelhinhas da Playboy Dulce Neves e Graziela Gomes, além de Talício Sirino, ator local já consagrado (e que também atua em A Saga).





