Cascavel ganha Escola Livre de Cinema
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de dezembro de 2002
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Cascavel Um grupo de pessoas ligado ao cinema lançou, ontem à noite, na Acic - Associação Comercial e Industrial de Cascavel -, a Escola Livre de Cinema. Segundo Luiz Carlos Castelhano, um dos mentores da idéia, o objetivo da escola é formar pessoas que possam integrar o mundo do cinema. As aulas serão gratuitas para todas pessoas que se interessarem em aprender a arte cinematográfica.
Castelhano frisa que durante as aulas serão repassadas instruções sobre direção, roteiro, fotografia, produção. ''Enfim, para todas as funções necessárias para se fazer cinema'', conta. Conforme Talício Sirino, outro idealizador do projeto, a intenção da escola é de que a cada três ou quatro meses os alunos e professores possam produzir um filme, como resultado das aulas e dos trabalhos. ''Temos potencial, sim, para tornar Cascavel um pólo cinematográfico'', assegura.
Além de Castelhano e Talício, a Escola Livre de Cinema foi idealizada por Antonio Marcos Ferreira e Acir Koschimanski, este diretor do primeiro filme em película realizado em Cascavel,''Adeus Mariana'', na década de 70. Os trabalhos destes profissionais na escola serão possíveis graças a recursos estaduais, federais e a parcerias com produtoras independentes do Município.
Talício acrescenta que o curso não terá um local definido para ser ministrado, pois cada etapa será realizado em uma área diferente que possa propiciar o melhor aprendizado aos alunos. ''Os alunos terão aulas práticas: quando forem aprender o que é direção, vamos a uma locação filmar, para eles verem na prática como é'', explica o cineasta.
O início das aulas deverá ocorrer em janeiro. Dependendo da quantidade de pessoas interessadas, poderá haver uma pré-seleção para escolher aqueles que realmente têm condições de seguir carreira dentro do cinema. Mas, a intenção dos cineastas é que todas pessoas tenham a possibilidade de conhecer os ''segredos da sétima arte''. ''A arte dá camisa. É possível sobreviver da arte bem-feita, sem que haja pirataria e mercenarismo'', conclui Talício Sirino.


