Curitiba - A união de um vendedor de bilhetes de trem, uma produtora musical e um guia de um museu medieval parece a maneira mais estranha para se montar uma banda de rock. Mas no caso do Hell on Wheels, a fórmula parece ter dado certo. Com dois álbuns e sete singles na bagagem, a banda já está na estrada há mais de dez anos e já fez excursões para os Estados Unidos, Polônia, Holanda e Letônia, além de toda a Escandinávia.
A união deu tão certo que os integrantes responsáveis pela ''cozinha'' da banda (baixo e bateria) acabaram se casando. ''Às vezes a gente se estranha nos ensaios, quando traz algum problema de casa na hora de criar novas músicas ou ensaiar as antigas. Mas na hora do palco sempre dá tudo certo'', afirma a baixista Aasa Sohlanger, casada com o baterista Johan Risberg, em entrevista à Folha.
O entrosamento do casal dá a base para a voz e a guitarra de Rickard Lindgren, a alma por trás do Hell on Wheels. Com uma voz que lembra a do ex-vocalista do Pavement Stephen Malkmus (que fez um show em Londrina em 2002), Lindgren é responsável também pelas letras das músicas, todas cantadas em inglês.
''Ele se sente mais confortável cantando em inglês, e eu acho que isso é importante. Acho que isso também facilita a compreensão em outros países, visto que o sueco não é exatamente a língua mais popular do mundo'', brinca Aasa.(R.S.)

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