A Casa Romário Martins está comemorando 25 anos de inauguração. Ela é uma das mais tradicionais casas culturais de Curitiba. Instalada no Largo da Ordem, o espaço é o primeiro voltado à preservação da memória da cidade.
Uma exposição, organizada pela Fundação Cultural, fica até amanhã marcando o cinquentenário da morte do seu patrono, o historiador, político e jornalista Alfredo Romário Martins.
A Casa foi criada como instituição cultural em dezembro de 1973, sendo a precursora da Casa da Memória e da Diretoria de Patrimônio Histórico-Cultural do Município. Atualmente segue a tradição de divulgar e promover a história da cidade, com exposições e publicações orientadas pelas pesquisas desenvolvidas sobre Curitiba.
A exposição mostra um pouco da vida do historiador Alfredo Romário Martins (1874/1948), que foi também diretor do Museu Paranaense, vereador e deputado estadual. Desde a juventude, Romário Martins mostrou grande propensão para a História. Foi encarregado pelo governo de pesquisar nos arquivos do Estado de São Paulo e da Capital da República os documentos em prol do Paraná na questão do Contestado.
Entre seu legado está ainda a criação da bandeira e do brasão do Estado, a fundação da Escola de Agronomia do Paraná e do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, a regulamentação do corte de madeiras e o estabelecimento do reflorestamento no Estado, enquanto diretor do Departamento de Agricultura, e a publicação de inúmeras revistas literárias e científicas. Seu livro mais importante é ‘‘História do Paranᒒ, considerado uma das obras fundamentais da historiografia paranaense.
O prédio onde funciona a Casa Romário Martins é um dos últimos exemplares da arquitetura colonial portuguesa no centro da cidade. Serviu de moradia para muitas famílias até o início do século, quando sofreu alterações em sua arquitetura para abrigar um armazém. Manteve atividades comerciais até sua desapropriação em 1970.
Em 1973, uma restauração feita pela Prefeitura devolveu à Casa o estilo colonial que inspirou sua construção. O restauro respeitou o estilo original com base em fotografias da época, usando telhas goivas, refazendo esquadrias, piso e forro.

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