Nas comemorações dos 31 anos da Universidade Estadual de Londrina, foi apresentado ontem à comunidade o espaço onde funcionará a nova sede da Casa de Cultura, na Av. Celso Garcia Cid, 198 (área central). No local funcionou durante décadas a concessionária e oficina da Cia. Mayrink Góes e agora deve abrigar um Centro Cultural, segundo informou o diretor da Casa de Cultura, Kennedy Piau.
O prédio das novas instalações, uma edificação em estilo modernista da década de 60, será reformado e dentro de 60 dias reunirá as divisões de Artes Plásticas, Artes Cênicas, Música e Cinema num único espaço. A idéia de transformar o local num Centro Cultural vem somar-se ao projeto desenvolvido pela Prefeitura para a revitalização do centro da cidade.
A nova Casa de Cultura pretende ser um centro de produção e difusão cultural contando com uma filial da livraria da UEL, loja de CD alternativos (obras excluídas do grande mercado), audioteca (acervo musical da UEL e Núcleo de Música Contemporânea), biblioteca setorial de artes (reunindo o acervo disperso pela UEL), sala de leitura e um café com decoração típica da década de 70, com um piano bar e happy hour, a partir das 18 horas.
No espaço onde funcionava a loja de peças, deve abrigar exposições de artes plásticas, com a transferência da Sala Celso Garcia Cid, do Cine-Teatro Ouro Verde. Serão reformadas duas salas para cursos de artes plásticas, direcionados para crianças. Numa segunda etapa de adequação, o galpão onde funcionava a oficina, construído da década de 50, será um espaço multiuso para exposições, semana de arte, apresentações do Filo e para a orquestra sinfônica. Piau informou à Folha2 que o Centro Cultural da UEL deve abrigar um teatro de bolso e uma sala de cinema, com capacidade para 100 pessoas cada. Além disso, há um espaço coberto para apresentações de bandas de garagem.
''A Casa de Cultura mantém muito espaço para a parte administrativa e pouco espaço para difusão e produção cultural. É importante também a revitalização da área central da cidade, que urbanisticamente está degradada'', afirma Piau.
Com essa reunião, os custos operacionais diminuirão, como observa o diretor da Casa de Cultura. Atualmente, as divisões da Casa de Cultura estão espalhadas pela cidade no Edifício Júlio Fuganti (Artes Plásticas), Edifício Autolon (Música), Praça 1º de Maio (sede administrativa geral e Artes Cênicas), Teatro Núcleo I (aulas do curso de Artes Cênicas) e Cine Ouro Verde (cinema). Com exceção do Ouro Verde, os outros espaços são alugados consumindo R$ 12.940 de aluguéis, somando valores referentes aos condomínios e IPTU. Com a centralização, o aluguel e IPTU da Av. Celso Garcia Cid se aproximam de R$ 13 mil. Mas o espaço de 2.000 metros quadrados de uso passa para 4 mil metros quadrados. A primeira etapa tem um custo de R$ 10 mil. A empresa Mayrink Góes deve entrar com a parte material e a universidade com a mão de obra. A segunda etapa de adequação de espaço, um grupo de arquitetos e alunos da UEL estão finalizando um projeto, cujo financiamento deve ser solicitado junto ao Ministério da Cultura.
Com um teatro de bolso, Piau argumenta que as atividades do curso de Artes Cênicas podem ser realizadas no Centro Cultural. Como o convênio com o grupo Núcleo I vence em novembro, conforme já publicou a Folha2, a UEL não renovará o acordo. ''O convênio foi feito para atender os interesses do curso de artes cênicas, que agora terá local'', declarou Piau. Ele prossegue dizendo que há outro convênio de cessão de uso da infra-estrutura da Casa de Cultura para o grupo Núcleo I, para a realização do Filo.
Na ocasião da apresentação da nova Casa de Cultura, foi lançado o livro ''UEL-Retratos/Portraits'', publicado pela Editora da UEL, obra que contém fotos do cotidiano da UEL produzidas por Celso Pacheco e Jorge Correa dos Santos. Quem assina o texto é o jornalista Marcos Gouvêa.

mockup