O Casa das Fases teve início em um projeto para pessoas da terceira idade no Sesc em 1986. João Henrique Bernardi, diretor do grupo, conta que as participantes do projeto assistiram a uma peça de teatro de revista e se interessaram, então uma bibliotecária montou uma peça para a feira de livro infantil. Nessa época Bernardi tinha 17 anos e estava começando a trabalhar com teatro, mas não entendia muito das técnicas.
Ele acredita que por um lado isso foi positivo porque as atrizes desenvolveram um jeito próprio de trabalhar. Bernardi sempre as entrevista e assim como aos participantes das oficinas que o grupo faz na região para saber da vida das histórias, que são muito interessantes e não estão nos livros.
Em 1994, a diretora do Festival Internacional de Londrina (FILO) viu uma apresentação do grupo e os convidou a fazer parte de uma trilogia sobre a história de Londrina. Elas fizeram a montagem ''Zona Paraíso'' em que uma costureira contava o que via da cidade.
Em 1998 montaram, junto com um grupo alemão, um espetáculo que marcou o FILO, as atrizes ficavam em cadeiras fixadas nos prédios a alguns metros de altura. Em 1999 o grupo foi apresentar a peça ''Zona Paraíso'' na Alemanha. A partir daí se tornaram um grupo independente do Sesc, em 2000 fundaram o Casa das Fases e ficaram mais próximas, de acordo com Bernardi eles e as meninas se tornaram uma família, tanto que o projeto funciona em uma casa.
Há dois anos se tornaram Ponto de Cultura e têm um financiamento do Ministério para desenvolver suas atividades. Segundo Fabrício Borges, um dos coordenadores do Casa, o ponto funciona como uma parceira 80% das verbas para os projetos vêm do governo federal e 20% do ponto. As verbas são utilizadas para a realização de oficinas de teatro, para o banco de histórias que os participantes relatam e que são gravadas em vídeo e fita cassete entre outros projetos. Este ano o Casa recebeu o título de utilidade pública. (C.P.)

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