Como em todos os anos, parte da programação da segunda noite do Festival de Gramado é dedicada à entrega do Troféu Oscarito-Telefônica a uma personalidade influente no cinema brasileiro. Em 2001, a 12ª versão do prêmio foi para o ator, produtor, roteirista e diretor Hugo Carvana. Saudado pelo texto saboroso do escrito gaucho Eduardo Bueno, o Peninha, Carvana subiu ao palco acompanhado da família, antes do agradecimentos chamou três companheiros que considera irmãos de armas: Antonio Pitanga, Antonio Pedro e Claudio Marzo.
Em agradecimento emocionado, Carvana, 64 anos, traçou sua respeitável trajetória de 78 filmes como ator, 5 como roteirista, 6 como produtor e outros 6 como diretor, em mais de 40 anos de atividade artística. Como intérprete, a carreira está ligada a movimentos renovadores do cinema nacional, das chanchadas carnavalescas até a recente retomada da produção, passando pelo Cinema Novo e pelo underground tupiniquim. Fez ainda muito teatro e televisão - participa de telenovelas, série e minisséries desde 1966, sempre na Rede Globo.
Ao final da cerimônia do Troféu Oscarito, o homenageado tirou da cartola seu trunfo da noite: um generoso clipe de seu mais recente filme, ‘‘Tempestade Cerebral’’, ainda não concluído. Presente no elenco toda a habitual trupe que acompanha Carvana há anos. A julgar pelas imagens, embaladas pela surpreendente voz de Marco Nanini, a nova comédia tem tudo para emplacar. (C.E.L.J.)

mockup