Carreira termina
com chave de ouro
O título profissional concierge vem do latin conservus, que significa serviçal amigo. Outra versão tem origem no século 12, do termo francês compté de sierges, ou seja, o guardador de velas e chaves. Eles eram encarregados de iluminar o caminho e abrir as portas para os nobres em visita aos palácios.
O concierge de hoje continua a guardar um broche com duas chaves de ouro, um símbolo mundial. Pode ser classificado em junior, senior e plena, ou chefe, formando a conciergerie. Além de atender às solicitações especiais dos hóspedes, este profissional é responsável pelos porteiros e mensageiros do hotel. O auge de carreira é entrar para a Union Internationale des Clefs D’Or ‘‘União Internacional de Chaves de Ouro’’, uma associação que nasceu na França, em 1929, com a união de concierges dos The Grand Hotels of Paris.
Hoje, a Les Clefs D’Or conta com mais de 4 mil associados em 30 países. O objetivo é aprimorar a qualidade no exercício da profissão e assegurar o reconhecimento da categoria. O Brasil está representado na Les Clefs D’ Or pela Abraco (Associação Brasileira de Concierges), uma entidade criada em 1991, no Rio de Janeiro, que reúne cerca de 20 concierges, 12 deles Clefs D’ Or. ‘‘Há um intercâmbio de serviços e informações’’, explica o fundador, Luiz Albuquerque, há 16 anos na profissão. Albuquerque costuma trocar idéias e experiências com o americano Robert Koele, do Stoliffer Renaissance Orlando Resort, habilitado pelo cartório da cidade para oficializar casamentos no hotel. Apostando no fortalecimento do concierge no Brasil, Albuquerque pretende ressuscitar a entidade que perdeu entusiasmo nos últimos anos, criando a Abraco São Paulo.

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