Carreira com personagens marcantes
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sexta-feira, 16 de agosto de 2002
TV Press 
Alessandra Negrini apareceu a primeira vez na telinha em 1990. Ela interpretava a filha da personagem de Regina Duarte no episódio ''Era uma Vez... Tereza'', do seriado ''Retrato de Mulher'', da Globo. A atriz largou as faculdades de Jornalismo e Ciências Sociais para se matricular no Instituto de Arte e Ciência (Indac), em São Paulo, e logo começou a frequentar os palcos alternativos da cidade. Em 1993, surgiu a primeira novela com a pequena personagem Clara, em ''Olho no Olho''. Dois anos depois, após uma participação modesta em ''Cara e Coroa'', ganhou a chance de se destacar com a ''devoradora de homens'' Engraçadinha e não decepcionou. Em 1997, interpretou a primeira vilã, a maquiavélica Paula Novaes de ''Anjo Mau''. ''O público não rejeita o vilão. Ele tem raiva, mas adora sentir isso'', argumenta.
Alessandra ganhou a primeira protagonista em 1998. Era a heroína romântica Rebeca Maciel, de ''Meu Bem Querer'', de Ricardo Linhares. Para a atriz, ter um papel grande nas mãos tem suas vantagens, ao contrário do que muitos atores pregam. Alessandra afirma que, por exemplo, é mais fácil pegar o tom do personagem gravando muito. ''Quem grava menos, treina menos também'', ressalta. Em 2000, Alessandra recebeu o convite para a sua segunda minissérie: ''A Muralha'', de Maria Adelaide Amaral. A atriz teve uma boa performance como a indomável Isabel Olinto. ''A Isabel foi o personagem mais difícil. Foi um mergulho muito profundo na história do país'', garante, referindo-se ao fato da minissérie relatar o desbravamento do interior do país pelos bandeirantes. Dois anos depois, ganhou o papel da desvairada Selma em ''Desejos de Mulher''. ''A Selma é uma heroína, porque herói é quem faz o que tem de ser feito'', argumenta. (R.T.)


