Carnaval é a grande vitrine
Réplica das obras de Aleijadinho e do mestre Vitalino, esculturas gregas, egípcias, peças barrocas ou modernas, tudo ou quase tudo Gilberto Savério já fez para o Carnaval. Em seu currículo constam trabalhos para outras tradicionais escolas de samba carioca e também para o Carnaval em outros Estados como Santa Catarina.
O artista plástico também é requisitado para atuar em outras áreas como o teatro (como o polêmico espetáculo ‘‘Sonhos de Uma Noite de Verão’’, montagem de 91, dirigida por Lucélia Santos) e em TV (principalmente para a Rede Globo, em especial para o programa ‘‘Casseta & Planeta’’). No exterior, seus trabalhos foram parar diversas vezes na Bienal de Frankfurt (Alemanha) e também nos EUA.
Porém, o Carnaval é a grande vitrine do seu trabalho. E, não se sabe se é por uma questão de diplomacia, ele diz que não tem uma escola de samba preferida. ‘‘Eu sou Rosa Magalhães’’– brinca, se referindo à carnavalesca da Imperatriz Leopoldinense, que teve passagens pelo Salgueiro, onde aliás ele também trabalhou por quase cinco anos. Ou seja, onde Rosa vai ele vai atrás.
Em duas décadas na profissão, não faltam histórias para contar. E histórias engraçadas. Como a de um carnavalesco que escolheu esculturas gregas para ilustrar seu enredo, sem saber muito bem o que queria. Aí, Savério levou alguns livros para facilitar a coisa toda. O carnavalesco escolheu três e ele pôs as mãos na massa, ou melhor, no isopor.
Quando prontas, o carnavalesco teve um ‘‘piti’’ ao ver o tamanho dos órgãos sexuais das esculturas. Deu seu showzinho particular porque o pênis tinha que ser proporcional ao tamanho da escultura – com mais de três metros. Savério pegou seus materiais e foi embora indignado. Só retornou porque o presidente da tal escola foi pedir desculpas pessoalmente. (A.M.J.)

mockup