Curitiba - As escolas de samba de Curitiba têm até a próxima terça-feira para apresentar a prestação de contas dos recursos utilizados para os desfiles do Carnaval de 2003. Caso não o façam ou as contas não sejam aprovadas pela Fundação Cultural de Curitiba, os desfiles podem não acontecer. No ano passado, sete escolas desfilaram na Avenida Cândido de Abreu, além dos blocos carnavalescos. Este ano, o mesmo número de escolas são candidatas a participar da festa, desde que consigam receber os recursos municipais.
As escolas de samba devem prestar contas no mesmo ano do Carnaval que participaram, 30 dias após o evento. Mudança nas regras em 2003 fez com que as escolas atrasassem a entrega do relatório referente ao ano passado. Os motivos geram polêmica. ''Temos que dividir a reponsabilidade. Faltou informação por parte da Fundação Cultural, que não pode atribuir a culpa pelo atraso às escolas'', justifica o presidente da Liga da Organização Carnavalescas de Curitiba e Região Metropolitana, Saul D'Avila.
Integrante de uma das escolas de samba mais antiga de Curitiba, a Embaixadores da Alegria, fundada em 1948, D'Avila conta que tentou apresentar a prestação de contas ainda no ano passado, mas que foi informado que o relatório teria que ser apresentado à comissão do Fundo Municipal da Cultura. ''Foi um pingue-pongue e uma burocracia durante todo o ano passado, por isso as escolas atrasaram'', diz D'Avila.
Em reunião realizada ontem, a menos de um mês do Carnaval, para definir o repasse das verbas, a Fundação Cultural estendeu o prazo até o início da próxima semana para receber os relatórios e condicionou à aprovação o repasse de cerca de R$ 400 mil destinados a todo o evento. A verba será dividida entre as escolas, os blocos a infra-estrutura, como arquibancada e equipamento de som e os bailes realizados nas Ruas da Cidadania.
No encontro também foi afastada a possibilidade da fundação acatar algumas das 16 propostas de mudança no evento apresentada por uma comissão formada pela Câmara Municipal de Curitiba, no ano passado. Uma das propostas era o retorno dos desfiles para a Avenida Marechal Deodoro, mas uma pesquisa feita pelo Ippuc, o instituto que cuida da urbanização de Curitiba, e a Urbs, empresa que gerencia o trasnporte coletivo na Capital, mostrou que a alteração seria inviável e causaria transtornos.
A fundação deve divulgar na semana que vem o número das escolas que vão poder receber a verba municipal, depois de analisar os relatórios apresentados. As escolas e blocos recebem o dinheiro logo depois das contas aprovadas e terão menos de um mês para organizar os desfiles.

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