São Paulo - A Beija-Flor e a Porto da Pedra foram os grandes destaques do segundo dia de desfiles do Grupo Especial do Carnaval no Rio. A Beija-Flor emocionou e animou o público com uma homenagem ao rei Roberto Carlos. Já a Porto da Pedra surpreendeu o público com muita cor e brilho em uma homenagem à escritora Maria Clara Machado. Com um desfile em homenagem ao rei Roberto Carlos, a Beija-Flor de Nilópolis entrou na avenida com cores e inovações.
A comissão de frente ''Do Sonho à Inspiração'' mostra Roberto Carlos quando criança, puxando um caminhão de brinquedo que carregava um rádio. O abre-alas levava mais de cem beija-flores e tinha uma carruagem de pequeno príncipe, que mostrava o sonho do rei quando menino em Cachoeira de Itapemirim, cidade do Espírito Santo onde o rei nasceu.
A Porto da Pedra falou do mundo dos sonhos, da imaginação e da infância em homenagem à escritora Maria Clara Machado. Com o enredo ''O Sonho Sempre Vem Pra Quem Sonhar...'', a escola lembrou diversos personagens de Maria Clara, como ''Pluft, o Fantasminha''. Além disso, um balão gigante sobrevoou a bateria durante todo o desfile, assim como um integrante da escola - representando o fantasminha.
Na comissão de frente, uma caixa colorida se abria na avenida se transformando numa representação do teatro Tablado e libertando os componentes que representaram a imaginação da própria autora. Dessa forma, foi representado o processo de surgimento das ideias e a libertação delas.
Já o Salgueiro, fez um desfile empolgante com carros alegóricos gigantes e coreografias. Entretanto, a escola terminou o desfile 10 minutos depois do tempo máximo permitido pelo regulamento, que é de 82 minutos. O problema ocorreu após alguns carros alegóricos enfrentarem dificuldade para entrar na avenida devido ao tamanho.
A Mocidade Independente de Padre Miguel levou para a Marquês de Sapucaí um grande baile de Carnaval para homenagear a maior festa popular do mundo. Alas da escola mostraram arlequins, pierrôs e colombinas. Com o enredo ''Parábolas dos Divinos Semeadores'', a escola mostrou a origem do Carnaval através da origem dos rituais da terra.
Superação
Depois de perder grande parte das fantasias e alegorias no incêndio na Cidade do Samba, a Grande Rio desfilou debaixo de forte chuva na Sapucaí. O enredo era sobre Florianópolis, mas o tema de fato foi a volta por cima da escola. Logo no início, uma ala trazia placas com letras que formavam o nome da escola e, na parte de traz, a palavra ''superação''.
Muitas alas tinham fantasias simples que foram feitas em cima da hora. No fim do desfile os funcionários e voluntários que ajudaram a reerguer a apresentação da Grande Rio ganharam uma ala própria com uma camiseta que dizia ''O sonho não acabou!''.
No dia em que comemorou 58 anos, a União da Ilha fez um desfile alegre e mostrou que superou o incêndio da Cidade do Samba. O tema da escola era ''O Mistério da Vida'' - o enredo falava sobre Darwin e a evolução das espécies.
Algumas roupas estavam muito simples, mas davam um efeito bonito. A última alegoria trazia um rosto gigante de Darwin já velho, na imagem conhecida popularmente. O carro representava ainda a árvore da vida e Adão e Eva.

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