CARNAVAL - Imperatriz e Beija-Flor são favoritas no Rio
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quarta-feira, 09 de fevereiro de 2005
Agência Estado 
Imperatriz Leopoldinense e Beija-Flor são as grandes favoritas ao título do Carnaval carioca. Elas levantaram o público com desfile tecnicamente perfeito no segundo dia de apresentação das escolas de samba do Grupo Especial e devem superar Salgueiro e Unidos da Tijuca, as melhores da noite de domingo. A apuração está marcada para hoje, às 15h45, e será transmitida pela TV Globo.
A Imperatriz Leopoldinense começou a mudar o Carnaval de 2005 com um desfile competente e empolgante. A leveza de suas fantasias, a boa aceitação do público ao samba e a originalidade de algumas alegorias tiveram repercussão rápida. Antes da metade do desfile, milhares de pessoas ovacionavam a escola do bairro de Ramos.
A Imperatriz flutuou pela Sapucaí leve, luxuosa, alegre e puxou o coro do público para um samba-enredo difícil e pouco conhecido. Foi, como sempre, tecnicamente irretocável. Mas, como há muito tempo não se via, foi também emocionante.
A dança dos cisnes da comissão de frente foi tão majestosa quanto o final do conto Patinho Feio, talvez um dos mais conhecidos do dinarmaquês Hans Christian Andersen, enredo da agremiação. O tema permitiu à carnavalesca Rosa Magalhães idealizar um desfile como mais gosta: com fantasias elaboradas e bem-comportadas.
A Beija-Flor encerrou o desfile das escolas de samba do Grupo Especial do Rio às 8h12 de ontem, sob aplausos entusiasmados da platéia no sambódromo e o grito de ''é campeã''. O atraso provocado por problemas na apresentação da Portela não abateu os quatro mil componentes da escola da cidade de Nilópolis, que tenta conquistar o tricampeonato.
A Beija-Flor contou a ação dos jesuítas no sul do Brasil, basicamente em torno dos Sete Povos das Missões, e fez um desfile tecnicamente perfeito. A garra dos foliões contagiou o público. O samba de boa qualidade e a criatividade das fantasias ajudaram no desempenho da agremiação da Baixada Fluminense.
A escola foi ousada e logo no abre-alas teatralizou o nascimento de Cristo, numa referência à Companhia de Jesus, criada para que a Igreja alcançasse vários continentes ao mesmo tempo a fim de espalhar sua influência. No mesmo carro, mulheres grávidas davam à luz e eram obrigadas a entregar os bebês aos soldados do rei Herodes.
A marca registrada da Beija-Flor, oito vezes campeã do Carnaval carioca, é a garra dos componentes 70% deles pertencentes à comunidade de Nilópolis.


