Carmem Miranda, remixada e atualizada
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Marcus Preto<br>Folhapress 
Eles estavam mexendo em um sacrário: os arranjos originais das gravações feitas por Carmen Miranda (1909 -1955) na gravadora Odeon, na década de 1930, criados então por Benedito Lacerda e outros mestres do instrumental brasileiro.
Sob a coordenação do violonista e cavaquinista carioca Henrique Cazes, os músicos Luís Filipe de Lima (violão de sete cordas), Beto Cazes (percussão), Dirceu Leite (sopros) e Ovídio Brito (cuíca) entraram em estúdio e acrescentaram seus instrumentos às faixas históricas.
O disco ''Carmen Miranda Hoje'', que chega às lojas, é o resultado dessa experiência. Traz versões ''remixadas acusticamente'' de 12 clássicos da Pequena Notável, como ''Uva de Caminhão'', ''No Tabuleiro da Baiana'', ''O que É que a Baiana Tem'', ''...E o Mundo Não se Acabou'' e ''Adeus Batucada''.
O método a que recorreram é o usado em remixes de música eletrônica: os fonogramas originais são abertos em programa de edição de áudio e, sobre eles, são gravadas as intervenções.
Graças a isso, as novas versões ganharam entre 40 segundos a 1 minuto de duração em relação às originais.
''A ideia era não ter pudor nenhum, não precisava ficar 100% fiel ao que aconteceu na gravação original'', diz Henrique Cazes. ''O importante era colocar a tecnologia de gravação moderna a serviço da voz de Carmen e trazê-la para hoje.''
SERVIÇO
- CARMEN MIRANDA HOJE
Gravadora - Biscoito Fino
Quanto - R$ 34,90


