Caricaturas de Armando Maranhão
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 05 de outubro de 1998
Elisa Marilia Carneiro 
O professor Armando Maranhão lança hoje no Museu da Imagem e do Som, o livro Caricaturas. Editado pela Secretaria de Estado da Cultura, o volume é uma homenagem que o artista faz a personalidades paranaenses das mais diversas áreas.
O traço de Maranhão detém-se agora desde o historiador David Carneiro ao marchand Jorge Sade, passa pelas poetas Helena Kolody e Pomphília dos Santos, o escritor Dalton Trevisan, a bailarina Eleonora Greca, o jurista René Dotti, a atriz Nena Inoue, o político Deni Schwartz.
A lista prossegue com outros nomes, como Alceo Bocchino, Maria de Lourdes Montenegro, Rosa Magalhães, Carlos Miranda, Erbo Stenzel, Cláudio Corrêa e Castro, Thoedoro De Bona, Jair Mendes, Paul Garkunkel, Ivens Fontoura, Sylvio Back. São 106 trabalhos que também poderão ser apreciados, além do livro, numa exposição que abre hoje no MIS e permanece até dia 30. Faço sempre um esboço ao natural e completo depois em casa. Mas a que destaco nesse volume é uma caricatura minha, feita pelo meu primo Mino Castelo Branco, conta.
O lançamento da obra insere-se nas atividades comemorativas aos 50 anos de vida artística de Armando Maranhão. Por desvios do destino ele acabou dedicando-se com maior ênfase ao teatro, muito embora tenha vindo do Maranhão, ainda adolescente, com o objetivo de cursar a Escola de Música e Belas Artes.
Isso foi nos idos de 1948. Morador da Casa do Estudante Universitário, fundou com outros colegas o Teatro do Estudante do Paraná, que viria a ser referência nacional, pela qualidade dos trabalhos apresentados. A maioria das caricaturas é de colegas meus da época do teatro, e de alunos.
Mas o gosto pelas belas artes não foi esquecido. Ao mesmo tempo em que se dedicava à cena, comparecia às aulas da Embap tendo sido o único aluno de sua turma a concluir o curso de escultura com o professor Erbo Stenzel. Maranhão lembra-se dele como um mestre severo, que não poupava o estudante. O esforço foi válido. Sou o único escultor com registro no Mec, conta o autor de Caricaturas.


