Caricatura tipo exportação
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segunda-feira, 07 de julho de 2003
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
Mais um londrinense talentoso emplaca no exterior. Desta vez, é o universo dos quadrinhos que projeta um artista da terra no circuito internacional. Os traços de Mario Russo, filho do médico e artista plástico Sérgio Russo, ganharam destaque em dois países distantes nesta temporada.
Simultaneamente, ele teve trabalhos selecionados para um salão internacional de caricatura da Iuguslávia e para um livro especializado em arte digital da Austrália. ''Aconteceu tudo ao mesmo tempo. Fiquei muito surpreso'' diz o rapaz de 21 anos, que trabalha com animação gráfica e desenvolve jogos de computador na INTUEL (Incubadora Internacional de Empresas de Base Tecnológica da UEL).
Mario está se formando no curso de Educação Artística com especialização em computação gráfica na Unopar. Ele é da última turma. O curso não existe mais, foi reformulado e rebatizado para Artes Visuais. Para o trabalho de conclusão, vai adaptar para quadrinhos o conto ''Cinco Minutos'', de José de Alencar.
As histórias em quadrinhos, aliás, canalizam a maior parte de suas atividades diante do papel e da tela. Ele desenha desde pirralho. Quando estudava no colégio Canadá, publicou caricaturas de seus professores num jornal de circulação interna. Depois, criou uma HQ de oito páginas num gibi produzido pela fundação anti-drogas FunVida. Mais tarde, assinou uma tira na revista Bem Estar e uma ilustração no livro ''Adolescência é Tudo Igual'', lançado pelo psicólogo londrinense Júlio César Arrebola.
Recentemente, teve duas imagens publicadas na seção Portfólio da revista Digital Designer, editada em Minas Gerais. ''Também tive alguns trabalhos mostrados na Internet em sites especializados em 3D'' acrescenta ele. O artista conta que há tempos pensa em publicar uma revista de HQ através das leis de incentivo à cultura.
''Tenho tentado, mas nunca deu certo. Sempre apareceu um problema na hora de correr atrás das coisas. Vou tentar este ano de novo'' avisa. Mario desenha à mão, mas tem burilado os traços da caricatura em computador. ''É um arte que dá muito trabalho. Ultimamente, tenho exercitado em 3D na tela'' confessa, sem esconder o entusiasmo por ter um trabalho selecionado para o 8º Salão Internacional de Caricatura, ocorrido no último mês em Zemun, cidade-satélite de Belgrado, na Iugoslávia.
Ao todo, foram 807 artistas selecionados de 69 países. Ele entrou no elenco com mais 27 brasileiros. O Salão foi realizado de 8 a 30 de junho. O livro-catálogo da mostra acaba de chegar às suas mãos. O outro motivo de alegria é a confirmação recebida há poucos dias de que um trabalho de sua autoria foi selecionado para entrar num livro de arte digital a ser publicado ainda este ano na Austrália.
''Não tenho todas as informações, mas sei que eu fui escolhido com mais 3 brasileiros'' conta. Desconhecido até por outros artistas de quadrinhos da cidade, Mario Russo alça vôo. A conversa continua quando o livro ficar pronto.


