Agentes penitenciários paulistas estão revoltados com a personagem Zezé, interpretada pela atriz Docimar Moreyra na novela ''A Favorita'', da Rede Globo. Subornada por Flora (personagem de Patrícia Pillar) para prejudicar a presa Donatela (interpretada por Cláudia Raia), a carcereira passa uma imagem negativa da categoria, segundo os agentes. A indignação é maior porque Zezé veste o uniforme dos agentes com o brasão e a bandeira do Estado de São Paulo.
Além de protestar com e-mails encaminhados à emissora, eles também enviaram mensagens aos deputados federais e aos senadores. Também solicitaram ao presidente Lula que interceda junto à Rede Globo, sugerindo mudanças no roteiro da trama. ''Mesmo sendo personagem de ficção, a Zezé é um lixo para nós. Está explícito que é um achincalhe direto à categoria. Mandei ofício ao Lula, para ele interceder. A Globo precisa reavaliar a obra, pois ela está sendo muito prejudicial para nós'', reagiu Cícero Sarnei dos Santos, de 50 anos, presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp) - com sede em Presidente Prudente, a entidade representa 23 mil profissionais.
''Parte da sociedade pode achar que todo agente age como a Zezé. A novela passa uma imagem distorcida. Se é ficção, que usem outra logomarca (o brasão e a bandeira) nem que seja de Marte'', ironizou.
Segundo o sindicalista, a Rede Globo justificou que é uma obra de ficção e que o autor tem liberdade para criar. ''A obra é ficção, mas o uniforme não é ficção'', completou, acrescentando que a categoria não protestaria se o uniforme fosse outro.

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