CAPRI - Leva-se pouco mais de uma hora de barco entre o Porto de Nápoles e a Ilha de Capri, território de apenas 17 quilômetros quadrados, pertencente à Itália. Parte do caminho é ''seguido'' de perto pela imponente visão do lendário Vesúvio. Só isso já seria suficiente para animar até os donos dos mais frágeis estômagos sim, os jetboats, esses barcos velozes, costumam provocar estragos gástricos a enfrentar a travessia do Mar Tirreno. Que dizer, então, do impacto provocado pela Marina Grande, já na ilha? No mínimo, que a viagem valeu a pena. E como.
Os barquinhos e as casinhas coloridas de janelas escancaradas da marina, além, claro, de inúmeros camelôs vendendo toda sorte de badulaques turísticos, dão aquele gostinho de balbúrdia italiana. Impressão que muda radicalmente assim que se pega o funicular e segue-se 300 metros Monte Solaro acima. Na parte alta de Capri é tudo muito chique e refinado.
Pelas ruazinhas estreitas e bem cuidadas esparramam-se lojas e mais lojas de grife parece, na verdade, um grande shopping a céu aberto. Lá não é permitida a entrada de carros, ''luxo'' concedido somente a quem tem casa na ilha, especialmente na chiquérrima cidade de Ana Capri, o que inclui gente como a atriz Sophia Loren e o estilista Valentino.
Se a idéia for encontrar alguém famoso, aliás, a primeira parada em Capri deve ser na Piazza Umberto I, ou Piazzetta, praça que concentra uma parte do comércio, vários cafés com mesinhas na calçada, além de bancos e da prefeitura. Se a fome bater, esse pode ser um bom lugar para sentar, relaxar e provar a famosa pizza napolitana. A refeição, acompanhada por uma cervejinha, sai por aproximadamente 10 euros.
Devidamente alimentado, comece a exploração da ilha. Siga para o Jardim Augusto (aberto entre 9 e 18 horas), a poucos minutos de caminhada da Piazza Umberto I. No topo do Monte Solaro fica o terraço de Tragara, um mirante de onde se tem uma das vistas mais espetaculares de Capri.
Ainda nas redondezas do Jardim Augusto, a Certosa de San Giácomo (um monastério cartuxo) vale uns cliques. Fundado em 1371 pelo conde Giácomo Arcucci, secretário da ra© inha Giovanna I, de Nápoles, é um belo exemplar da arquitetura local. Fechado em 1808, o antigo monastério hoje abriga uma escola, um museu e uma livraria.
A ilha, de apenas 12 mil habitantes, recebe de 5 mil a 6 mil turistas todos os dias a maioria proveniente de cruzeiros, para tours de apenas uma tarde.

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