Capital do anticarnaval
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quinta-feira, 03 de março de 2011
Omar Godoy <br> Equipe da Folha 
O título acima é só uma provocação. Afinal, Curitiba não é mais o túmulo da folia de temporadas anteriores. Uma prova disso é o bloco pré-carnavalesco Garibaldis e Sacis, que a cada ano tem levado mais pessoas ao centro histórico da cidade. Uma movimentação inédita e responsável por derrubar o mito de que o curitibano tem pavor de aglomerações festivas.
Mas nem só de marchinhas vive a capital durante o Carnaval. Há opções musicais variadas para quem vai ficar por aqui ou não quer ir muito longe. A começar pelo desfile das escolas de samba locais, que acontece amanhã na Avenida Cândido de Abreu. Desta vez, competem pelo Grupo A as agremiações Acadêmicos da Realeza, Embaixadores da Alegria, Leões da Mocidade e Mocidade Azul.
A festa, realizada com recursos da Fundação Cultural de Curitiba, ainda inclui duas escolas do Grupo B (Os Internautas e Unidos de Pinhais), o Grêmio Boi de Rua e os blocos Derrepent e Rancho das Flores. A prefeitura ainda promove, na segunda e na terca, bailes populares para adultos e crianças no Ginásio de Esportes do Bairro Novo.
Já a programação, digamos, alternativa começou ontem, com a abertura da 12 edição do Psycho Carnival. Cada vez mais organizado, o festival de psychobilly conta, neste ano, com 34 bandas do gênero que mistura rock dos anos 50, punk e referências de filme de teror. Os shows acontecem no Moinho Eventos e no Jokers Pub.
O Psycho Carnival também oferece eventos paralelos, como debates, exposição de carros antigos e a curiosa Zombie Walk. Como indica o nome, trata-se de uma caminhada de zumbis, em que os participantes se caracterizam como mortos-vivos e saem pelas ruas da cidade fazendo caras e bocas. Segundo os organizadores, a ''passeata'' deste ano deve reunir cerca de mil pessoas.
Ainda no campo do rock, outra opção é descer para Rio Negrinho (SC), onde acontece o Psicodália 2011. Já tradicional, o festival neo-hippie envolve shows, oficinas, workshops, peças de teatro e muito contato com a natureza. Os destaques da escalação são o músico Tom Zé e duas bandas lendárias do rock brasileiro setentista: O Terço e Ave Sangria.
Em Guaratuba, o Café Curaçao dá duas alternativas para os veranistas que não curtem as bandas carnavalescas do litoral. No sábado, a casa recebe o grupo gaúcho Chimarruts, conhecido por sua mistura de reggae e pop. No dia seguinte, é a vez da dupla sertaneja Fernando e Sorocaba subir ao palco, munida de hits como ''Paga Pau'', ''Madrid'' e ''Tô Passando Mal''.
Para quem gosta de música instrumental, a pedida é a apresentação da Traditional Jazz Band, no domingo, no Clube Curitibano. Com mais de 40 anos de carreira, o grupo toca um repertório calcado em temas de Duke Ellington, Fats Waller e Count Baise, entre outros. Quem também anima o Carnaval do clube é o cantor Maurício Pereira (Os Mulheres Negras). Acompanhado da banda Turbilhão de Ritmos, ele mostra, na terça, versões bastante pessoais de marchinhas clássicas.


