Capital Brasileira da Cultura
Não são apenas as duas dezenas de igrejas seculares, museus e as fachadas de arquitetura colonial que resumem a riqueza cultural de Olinda. Cada recanto e paralelepípado de suas ladeiras fazem da Cidade Alta Patrimônio Histórico da Humanidade tombada em 1984. Por essas e outras singularidades, a Marim dos Caetés foi eleita a Capital Brasileira da Cultura (CBC).
O título foi concedido em junho de 2005, pela ONG Capital Brasileira da Cultura e torna o lugar centro das atenções turísticas deste ano. ''A idéia é que a população se aproprie desse título e que possamos capitalizá-lo, potencializando tudo o que a gente tem aqui'', explica a coordenadora do Olinda CBC, Joana Mendonça. O que eles têm lá, por exemplo, é o maior número de artesãos por metro quadrado do mundo: são cerca de 100 ateliês e mais de 300 artistas distribuídos em 12 quilômetros quadrados.
O Sítio Histórico reúne igrejas que datam do período colonial. A mais antiga delas é a Igreja e Mosteiro de Nossa Senhora do Monte, que possui documentação de existência anterior a 1537. No Alto da Sé, ficam as igrejas de Nossa Senhora da Luz (Igreja da Misericórdia), de estilo genuinamente barroco, e a de São Salvador do Mundo. Esta última, fundada sob alavará trazido por Duarte Coelho, foi incendiada e destruída, em 1631, pelos holandeses, sendo restaurada posteriormente e reinaugurada como Catedral da Sé.
A Igreja e Convento de Santo Antônio do Carmo é o mais antigo da Ordem Carmelita do Brasil, datado de 1588. A Igreja e Convento da Conceição (abrigo das Irmãs Dorotéias) é um dos primeiros conventos de freiras do País e tem no seu teto uma das mais belas pinturas do século XVIII de Pernambuco. Já a Igreja de Nossa Senhora das Neves e Convento de São Francisco traz na Sala do Capítulo, raros azulejos portugueses do período pré-pombalino, e um teto que representa a Sagrada Família. É o convento franciscano pioneiro do Brasil.
Erguido na virada do século XVII, a Igreja e Mosteiro de São Bento virou notícia internacional, depois que sacristia e o alta-mor em talha folheada a ouro foram totalmente restaurados e levados para exposição no museu Guggenheim (Nova York), em 2002. Destaque também para as bicas de São Pedro, dos Quatro Cantos e do Rosário, construídas no século XVII para suprir a falta de água na cidade e, para os mercados Eufrásio Barbosa, no Varadouro, e da Ribeira. Ambos são locais de vendas do artesanato local.
Mais História é encontrada nos museus. No de Arte Sacra de Pernambuco e no Regional de Olinda podem ser vistos mobiliários, telas dos séculos XVII ao XX e imagens e objetos da Arte Religiosa. O Museu de Arte Contemporânea de Olinda, que já foi cadeia eclesiástica, traz acervo permanente com obras de Portinari, Lula Cardosos Ayres, Cícero Dias e João Câmara. Em solo olindense também estão sediados o Museu do Mamulengo, único da América Latina, e a Casa dos Bonecos Gigantes, ambos interditados temporariamente para reformas. Informações para visitação no site www.olinda.pe.gov.br. (F.G.)





