Capim Dourado faz artesanato
Bem próximo ao Fervedouro, outra atração imperdível é Mumbuca, uma comunidade matriarcal, com 92 adultos e 73 crianças, onde antigamente existiu um quilombo. É lá que as mulheres fazem o lindo artesanato utilizando capim dourado. São bolsas, porta-jóias, caixas e jogos americanos, entre outros. É bom levar dinheiro trocado por que os preços variam de R$ 2 a R$ 100.
Reserve um tempinho para um bom dedo de prosa com Doutora Noemia Ribeiro da Silva, 68 anos. Ela é neta de uma das fundadoras da comunidade que aprendeu a arte da cura, usando as plantas endêmicas, com os índios, que há muitos anos se mudaram de lá. E sua mãe, dona Miúda, foi quem começou a fazer o artesanato com o capim dourado.
De volta à empoeirada estrada, o destino é a paradisíaca Cachoeira da Formiga. Se possível, reserve um dia só para ela. Em forma de escada, seus degraus proporcionam uma massagem inesquecível. Seu poço parece magnético, é impossível resistir a um mergulho sem gastar vários minutos por lá, quiçá horas.
À noite, já na pousada ou no Korubo, a difícil tarefa na hora do jantar é tentar resistir à gula. São cardápios simples arroz, feijão, carne de vaca (na panela, assada ou frita) maravilhosamente temperados à moda tocantinense, com pimenta e ervas, e se for a época, com pequi também. E sobremesas maravilhosas, como compotas de abacaxi, banana, mamão, doce de batata-doce, pudim e musses de vários sabores. ''Um amigo me disse que no mínimo vou engordar quatro quilos em uma semana'', disse Kátia Cilene Deciomo, 33 anos, uma das simpáticas hóspedes do Korubo. ''É como se estivéssemos hospedadas em uma pousada cinco estrelas'', elogia sua amiga Christiane Eiras Miranda, 38 anos. ''O chuveiro é muito bom'', destaca Francisca Supino de Sá 45 anos.
Aliás, a mulherada está cada vez mais valente. Segundo Cohein, 80% de seus clientes são mulheres. Na Ambiental, operadora de ecoturismo há 15 anos no mercado, a realidade é a mesma. ''Acabamos de fazer um pesquisa, e 70% dos nossos clientes são mulheres'', diz Israel Waligora, que há três anos oferece o pacote para o Jalapão. Os dois empresários têm uma teoria: ''Os homens gostam de viajar sozinhos ou com a família, mas por conta própria''. Já as mulheres, pelo menos as hospedadas no Korubo, sustentam outra hipótese: ''Na verdade, os homens não gostam é de viajar''. Bom, mas este é um assunto para uma próxima matéria. (Viagem realizada a convite da Ambiental Expedições, TAM e Pousada do Jalapão)





