Cantos e encantos em MANAUS
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quarta-feira, 11 de abril de 2001
Sílvia Herrera Agência Estado 
A capital do Amazonas reserva encantos singulares, como sua natureza exuberante, passeios pelos igarapés, pescarias no Rio Negro, safáris fotográficos etc. Mas de 22 de abril a 23 de maio, a grande estrela de Manaus deixará de ser a natureza para dar espaço à música, quando acontecerá o V Festival Amazonas de Ópera. A estréia será no Anfiteatro da Ponta Negra, ao ar livre. Depois o festival ocupará o Teatro Amazonas e também o novo Teatro da Instalação, espaço construído em um prédio histórico de 1852.
Este ano, o festival tem em seu programa quatro óperas (duas delas montagens inéditas) e três concertos. Como também a presença de sua Amazonas Filarmônica e do Coral do Amazonas, criada em 1997, junto com o primeiro festival, Corpo de Dança do Amazonas, a Orquestra Jovem da Floresta Amazônica, a Orquestra Popular Amazonas Band e o Coral Mirim. Detalhe, a maioria dos músicos da Amazonas Filarmônica veio da Europa Oriental, principalmente da Bielo-Rússia.
Sob direção geral Inês Lima Daou e artística de Luiz Fernando Malheiro, cerca de 50 cantores protagonistas, apenas um é estrangeiro, o tenor convidado David Miller, vão brindar o público com homenagens a Verdi (centenário de morte), a Bellini (200 anos do nascimento), e com as quatro óperas: La BohSme (de Puccini); A Ópera dos Três Vinténs (de Kurt Weill/Bertolt Brecht); A Flauta Mágica (de Mozart); Manon (de Jules Massenet).
Entre os cantores convidados estão Rosana Lamosa, Ruth Staerke e Edna dOliveira (sopranos), Paulo Szot, Igor Vieira e Sandro Christopher (barítonos) e Pepes do Valle (baixo).
O maestro Malheiro recomenda aos visitantes passeios pela Zona do Porto e pela Zona Franca de Manaus. Pela orla da praia da Ponta Negra também, acrescenta. Para os maestros, ele tem uma sugestão especial: Provem o pirarucu de casaca, meu prato típico favorito, com o peixe desfiado, misturado a farinha e a deliciosa banana pacovã, nossa banana da terra manauara.
Para o final de semana, o passeio imperdível, recomendado tanto por Malheiro como por Inês, é o encontro das águas. Este passeio é deslumbrante, outro também maravilhoso é a caminhada na selva; ambos são feitos de barco e oferecido pela maioria das agências de turismo daqui. Há até a opção de fazer os dois juntos, conta Inês. E Malheiro acrescenta mais um: Subir de barco o Rio Negro até um dos hotéis de selva.
Já o prato típico preferido da diretora-geral do festival é a costela de tambaqui, outro peixe grande da Bacia Amazônica. O tambaqui é assado, e sua espinha é tão grande que chamamos de costela, é servido com molho vinagrete e com farinha, explica. Entre as frutas, há várias diferentes, Inês sugere cupuaçu. É uma fruta maravilhosa da qual fazem sucos e doces; gosto também de graviola e açaí, que vem direto da floresta, conta.


