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Londrina

Folha 2 5m de leitura Atualizado em 10/01/2022, 15:16

Cantor e guitarrista Vila Fabbri morre aos 59 anos

Músico que tocava em bares de Londrina faleceu no último domingo (9), vítima de câncer

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Marcos Roman - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

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Imagem ilustrativa da imagem Cantor e guitarrista Vila Fabbri morre aos 59 anos
Músicos londrinenses, familiares e amigos lamentaram a morte do cantor e guitarrista Vlamir Benedito Fabbri, popularmente conhecido como Vila Fabbri. Integrante da banda Blow Up - grupo de rock no qual tocava guitarra e atuava como vocalista, ele faleceu na tarde de domingo (9), aos 59 anos, vítima de glioblastoma multiforme, um tipo de câncer cerebral descoberto há um ano e meio. O sepultamento será realizado na tarde desta segunda-feira (10), em Porto Ferreira (SP), cidade natal do músico que deixa a esposa e dois filhos.  

Nascido no interior de São Paulo e sobrinho do jornalista Joelmir Beting, Vila era formado em Economia, porém ficou conhecido do público londrinense por fazer shows em diversos bares de Londrina desde a sua chegada na cidade, em 2012. “Ele tinha uma presença de palco muito boa e muito swing. Era muito conhecedor de músicas dos anos 1970 e trazia muitas referências tanto de canções brasileiras quanto as de world  music. Atingia registros vocais considerados agudos para uma voz masculina e fazia muitas apresentações de voz e violão cantando clássicos do rock nacional dos anos 80, além do repertório focado no rock internacional dos anos 70 que a gente tocava na banda Blow Up”, afirma o guitarrista Vitor Struck, que em 2016 passou a integrar o grupo musical criado por Vila dois anos antes. 

Ele ressalta que além do talento musical, Vila era conhecido por seu carisma, bom humor e humildade. “Era um cara muito bacana. Estava sempre alegre e aos poucos foi conquistando o respeito dos músicos que já tocavam em Londrina e também dos donos de bares da cidade”, relata. 

 No início da pandemia, Vila voltou a morar em Porto Ferreira para fazer companhia à mãe idosa que começou a apresentar problemas de visão. “Em maio de 2000 ele começou a sentir dificuldade em trocar os acordes enquanto tocava violão pois começou a sentir fraqueza no braço esquerdo. Achamos que fosse algo relacionado às articulações. Mas depois de várias consultas foi diagnosticado que ele estava em estado avançado de um câncer no cérebro do tipo mais agressivo que existe. O diagnóstico foi feito em dezembro do ano passado e de lá para cá a situação se agravou bastante, comprometendo toda a movimentação dele. Como já estava muito avançado, os médicos acharam que não valeria a pena fazer uma cirurgia e após alguns dias internado ele acabou falecendo”, informou Caio Fabbri, filho de Vila, que também atua como músico em São Paulo.  

Ele conta que o pai tinha um carinho muito grande por Londrina. “Na juventude ele formou a banda Fruto da Imaginação, que fez história em Porto Ferreira. Depois que se mudou pra São Paulo, onde foi integrante da banda Spok antes de formar a banda Jenifer Suelen, com a qual gravou dois discos. Neste período todo ele se dividia entre a música, que era sua paixão, e trabalhava como economista e em empresas de publicidade e agropecuária. Somente nos últimos anos, depois que se mudou para Londrina, ele conseguiu se dedicar integralmente à música devido ao grande fluxo de shows que encontrou na cidade que o acolheu de maneira calorosa e permitiu que ele realizasse seu grande sonho”, comenta.  

Vila Fabbri com os demais integrantes da banda Blow Up: Vitor Struck, Marcos Basso e André Corrêa
Vila Fabbri com os demais integrantes da banda Blow Up: Vitor Struck, Marcos Basso e André Corrêa |  Foto: Eduardo Caliari - Divulgação
 

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