As canoas utilizadas no cerco da tainha, nas praias catarinenses, são escavadas em um único tronco de árvore, geralmente garapuvu ou cedro, e recebem uma borda de madeira, que aumenta a boca da embarcação alguns centímetros e contribui para enfrentar as ondas. A maioria é bem antiga, com 100 anos ou mais, e atualmente restam poucos artesãos que sabem fazer, inclusive por falta de matéria-prima.
Construídas de acordo com a árvore, elas costumam ter ligeiras diferenças, o que torna cada uma mais adequada para determinado tipo de mar e vento. Como ficam guardadas em ranchos ou garagens a maior parte do ano, muitas estão em excelente estado de conservação. Antes, também eram usadas para pesca mais longe da costa, com auxílio de motor, tarefa executada agora pelos botes, embarcações descobertas, feitas de tábuas, com motor diesel. No sul da ilha, são usadas as baleeiras, remanescentes da época da caça a baleia no litoral do Estado.

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