Zeca Corrêa Leite
Curitiba

Orlando Brito/ReproduçãoCarequinha: há 83 anos encantando crianças e adultosO palhaço Carequinha embalou e encantou gerações não só com suas palhaçadas, mas com as músicas ingênuas que cantava, sempre acompanhado pelo coral infantil de Irany de Oliveira. Hoje, Carequinha será homenageado pelas crianças do Coral Infantil da 6ª Oficina de Música Popular Brasileira, às 15h, no Colégio Estadual do Paraná, em Curitiba.
Vinte e cinco crianças (e adolescentes), entre 4 e 16 anos, lembrarão os grandes sucessos do passado, como ‘‘Rock do Ratinho’’ (Cyro de Souza), ‘‘Chá Chá Chá da Baratinha’’ (Altamiro Carrilho/Irany de Oliveira), ‘‘Subi na Mangueira’’ (Carequinha), ‘‘Eu Vou Cavando a Mina’’ (versão de Braguinha). Participam da apresentação Oziel Fonseca (piano), Paulo Bettega (contrabaixo), Johnny Dionísio (bateria), Gabriel Schwartz (flauta), Marco Antonio Aureliano (trompete).
O palhaçoGeorge Savalla Gomes nasceu em Carangola (MG), em 1920. Ainda muito garoto passou a ser Carequinha - foi quando seu padrasto, integrante do circo peruano dos Irmãos Savalla, colocou-lhe uma careca postiça e pintou-lhe o rosto. O menino gostou e o batismo artístico foi ali, num picadeiro.
Há 83 anos o palhaço cumpre seu destino. Foi o primeiro palhaço a ter um programa de TV, na extinta Tupi de São Paulo, entre os anos de 1951 a 1964. O Circo Bombril, apresentado às segundas-feiras, manteve grande audiência durante anos. Em 1964 foi condecorado na Itália com o título de ‘‘Palhaço Moderno do Mundo’’.
Carequinha inovou em sua arte. Palhaço era aquele trapalhão que servia como o bobo da corte, mas o artista resolveu mudar o quadro. ‘‘A intenção era fazer do palhaço um ídolo e não um mártir’’, viria a explicar mais tarde. Conseguiu. Com 26 discos, 184 compactos e 2 milhões de cópias vendidas com a música ‘‘O Bom Menino’’, ele tornou-se parte do encanto de gerações. ‘‘Tá certo ou não tá, garotada’’, seu grito de guerra, continua a ecoar no mundo infantil de quem cresceu.

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