Canal CEM deve integrar a Rede da Cidadania
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sexta-feira, 19 de janeiro de 2001
Francelino França De Londrina 
O Canal Educativo Municipal Canal CEM á pretende ser incluído como importante eixo de difusão da Rede da Cidadania, projeto que insere a cultura como política pública. Através de uma parceria entre Secretaria de Educação, Secretaria de Cultura e da Comunicação Social, a entidade pretende se revitalizar e dinamizar a produção de programas para as escolas municipais. A produção local ainda é bastante acanhada, em função da limitação de equipamentos disponíveis e de pessoal técnico especializado.
Atualmente, o Canal CEM atinge todas os assinantes da Net/Londrina, além de 14 escolas municipais dotadas de aparelhos de TV em cada sala de aula. Esse número deve chegar mais 22 escolas da rede municipal e 27 estaduais até o final de 2.001. A Secretária de Educação, Magda Madalena Tuma, professora universitária e autora de livros didáticos voltados aos alunos de 1º a 4º séries do ensino fundamental, se reuniu nesta semana com os responsáveis pelas pastas de Cultura e Comunicação Social, para estruturar novas diretrizes para o Canal Educativo Municipal, implementado no município em 1995.
O Canal surgiu num contexto em que não se previu a contratação de profissionais de comunicação para produzir programas educativos. O enfoque inicial seria o de transformar a TV como instrumento pedagógico, explica a Secretária. Isso aconteceu após o aval da Lei Federal que disciplinava o serviço de TV a cabo na difusão de educação. As escolas receberam kits tecnológicos (antena, tv, ponto para tv a cabo), programação mensal e orientação para que o professor possa tirar melhor proveito do material pedagógico.
O Canal CEM funciona, basicamente, como repetidora de programas da Fundação Padre Anchieta, Fundação Mokiti Okada, Fundação Bonneville Comunications e TV Escola. A secretária admite a precariedade da infra-estrutura para a produção de programas. No ano passado, foi realizado um convênio com o estúdio da Embrapa para a produção do programa História que a Criança Conta, com cinco minutos de duração. Estão em fase de finalização, os pilotos dos programas de resgate histórico e direcionados ao público adolescente.
Os profissionais lotados no setor incluem 13 da área de educação, um efetivo e seis servidores da Frente de Trabalho, que atuam em espaços cedidos. Nenhum habilitado na área de comunicação, que conheça com mais profundidade os mecanismos da linguagem televisiva. Por um breve período, o Canal CEM pôde contar com a experiência de um profissional, a jornalista Janaína Ávila, contratada na Frente de Trabalho, que deu assessoria ao núcleo audiovisual e para a revista de circulação bimestral.
Para otimizar o uso dessa ferramenta pedagógica, inicialmente criada sem um projeto adequado de funcionamento, a Secretária acalenta as seguintes propostas:aquisição de uma ilha de edição de imagens, melhoria de equipamentos para colocar o Canal Educativo em sintonia com a Rede da Cidadania. A secretária Magda Tuma constata essa deficiência estrutural e que deve ser superada com a inclusão de profissionais com conhecimentos técnicos. Mas sem destruir o objetivo inicial pedagógico, complementa. O orçamento previsto para 2001 é de R$ 76 mil.
Uma das dificuldades de arregimentar profissionais da área de comunicação é a impossibilidade de abrir concurso pela Secretaria de Educação para essa área. A criação de cargos para o setor esbarra nas limitações da lei. A solução, vislumbrada pela pasta, é o da parceria. Reinaldo Zanardi, da área de Comunicação Social da Prefeitura e assessor de Secretarias, informa que na nova diretriz do Canal CEM, a Comunicação Social vai ter o papel de instrumentalizar o empreendimento. Segundo ele, na elaboração do projeto de reestruturação não será esquecido recurso humano qualificado. Mas de que forma isso pode ser otimizado, ainda não ficou decidido, existem apenas conjecturas.


