Agência Folha
No fim dos anos 80, São Paulo era uma cidade ‘‘dark’’, meio expressionista, povoada de mistérios. Era assim em filmes aqui feitos, em particular ‘‘Anjos da Noite’’ (Canal Brasil, hoje, 21 horas), de Wilson Barros.
O que isso significa uma década, pouco mais, depois? O recuo é pequeno. Em todo caso, esse filme falava de um mundo subterrâneo que emergia junto com o fim do governo militar e queria ver a luz. Ou não queria: a noite era um lugar apropriado para uma geração meio desnorteada, sem ambições políticas claras, com muitos desejos, enfrentando a Aids. Apesar de um aspecto desnecessariamente chique, que faz de São Paulo um fantasma de Nova York, é um filme significativo.

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