Camponeses do lugar conservam a tradição
As redondezas de Cimpulung e do Castelo Bran (considerado, erroneamente, como o Castelo Drácula) foram berço histórico da Romênia. Os camponeses da região ainda conservam viva a tradição secular da festa de Santo Elias, um santo ortodoxo representado, em ícones, numa carruagem. A lenda diz que ele expulsou do céu, a chicotadas, as criaturas do mal. Por isso, é tido como protetor dos camponeses.
Em Brasov, na Transilvânia, o turista deve conhecer as ruínas da igreja de São Bartolomeu (1260), incendiada por Drácula. O rastro de terror também foi deixado pelo conde na colina de Timpa, onde centenas de comerciantes teriam sido empalados. Após a atrocidade, o tirano saboreou uma refeição entre as estacas onde jaziam as vítimas. A literatura diz também que Tepes teria ordenado o empalamento de 500 pessoas num mesmo dia. E, em 1462, 20 mil turcos teriam morrido da mesma forma. No total, 100 mil pessoas foram assassinadas pelo empalador.
Ainda na região de Brasov, encontram-se as ruínas do Castelo Konigstein (Rocha dos Reis), no alto de um gigantesco rochedo. Neste local, Drácula teria sido vítima de uma emboscada e preso como traidor, em 1462. Sua prisão fora determinada pelo rei húngaro Matias Corvinus. Pela estrada E68, a partir de Brasov, se alcança Sibiu, onde, numa igreja evangélica foi assassinado e enterrado Mihnea o Mau, filho de Drácula. Ao lado do túmulo do matador, está outro, o de Valentin Franck von Frankenstein, um nobre transilvano.
Voltando, pela mesma estrada, siga ao sul, depois pegue a estrada 68B, até Hundedoara. Ali, o castelo de João Hunyadi se mantém em bom estado de conservação. Nele, Drácula teria sido treinado para ser um cavaleiro-cruzado da cristandade. Aproveite para conhecer também o castelo de Radu Gorj no Vale Jiu, perto de Petrosani. Ele foi tema do romance de Júlio Verne O Castelos nos Cárpatos, e fonte de inspiração para Stoker.
De volta a Bucareste, não deixe de ver as muralhas da velha fortaleza erguida pelo conde, no setor Lipscani da cidade velha. E, ainda, o Museu de História da Cidade de Bucareste. No Mosteiro de Snagov, instalado numa ilha, ao norte de Bucareste, está o túmulo de Drácula. Na alta temporada chega-se lá com bastante facilidade, já que barqueiros ficam à espera dos turistas. Fora da estação de férias, pode-se alugar um barco a remo. Geralmente, um monge ou uma freira servem de guias para os turistas. (C.C.)





