Campo aberto
A nova lei tem implicações sobre os canais e operadoras, afeta diretamente as produtoras independentes e, claro, beneficia a classe artística. Com a imensa abertura no campo de trabalho, atores e atrizes passam a ser cada vez mais requisitados e os espaços para rostos conhecidos que andavam sumidos acabam surgindo. Os próprios artistas começam a olhar para a produção de séries com outra visão. "Estou muito a favor dessa linguagem de série. É um mercado que está se abrindo mais ainda. É uma obra fechada onde você tem a possibilidade de construir a trajetória do personagem com início, meio e fim", explica Rafaela Mandelli, que vai viver uma garota de programa de luxo na série "O Negócio", que o canal HBO estreia em maio.
Escritores e roteiristas também têm motivação extra graças aos mecanismos da nova lei. Além do maior nicho para trabalhar, eles ainda têm oportunidade de criar em um espaço mais abrangente, onde conseguem se aprofundar em determinados temas. "A gente pode avançar muito mais, tratar as coisas de um jeito que eu considero mais próximo de um espectador um pouco mais sofisticado, um pouco menos preconceituoso. Acho que é muito legal isso da tevê fechada", afirma a roteirista Antônia Pellegrino, que assinou a série "Oscar Freire 279", exibida no Multishow. (R.V./TV Press)





